o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MAIS UM NATAL…

Primeiramente o Natal e depois o Ano Novo reacendem em nós uma esperança que parece esquecida diante da correria da vida. É como se víssemos nas festas de final do ano um brilho capaz de nos ofuscar as dificuldades e que consegue, sem muito esforço, tocar nossos corações, trazendo alegria de estarmos novamente ao lado de pessoas que admiramos e gostamos. Este ano, e tendo em conta que tenho em casa uma criança, de pouco menos de um ano, cuja diversão principal é atirar TUDO ao chão, e que além de tudo o mais faz de mim um avô babado, dei por mim a pensar nos natais da minha meninice. Isto é o sinal de que já não sou assim tão novo. Já passaram por mim muito mais de seis décadas de natais cheios de vida, de tristezas e de alegrias, enfim, repletos de todos os condimentos de uma existência bem vivida. Bem, mas é melhor “travar às quatro rodas”, a ideia deste apontamento, não era falar da minha vivência, mas deixar evidente que no meio deste turbilhão de sentimentos, recordações e saudades, também estão bem presentes todos os meus “velhos” Camaradas da CART 3514 – Panteras Negras. Aproveito por isso para lhes desejar, bem como aos seus familiares, um NATAL FELIZ e um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Desejar um Feliz Natal é almejar que todos estejamos reunidos no mesmo dia e à mesma hora, imbuídos do mesmo princípio com paz, amor e saúde a festejarmos a festa da FAMÍLIA.
Para Vós um forte abraço do camarada e amigo, Manuel Monteiro

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Drama na Ilha do Fogo

Entrevista com David Gomes Monteiro
O vulcão da Ilha do Fogo em Cabo Verde entrou novamente em erupção, tragédia que não nos deixa indiferentes, pelos prejuízos causados ás populações que habitam a cratera e também, a alguns antigos companheiros "panteras negras" da Cart3514, que lá continuaram a viver como o David Monteiro, que por mero acaso, vi numa entrevista á SIC no telejornal das 15 horas.
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Cabo Verde - Ilha do Fogo
"Agência Lusa"
Por seu lado, David Gomes Monteiro, presidente da Cooperativa de Chã das Caldeiras, onde se produz o popular vinho do Fogo, também se mostrou aliviado com a acalmia nas erupções vulcânicas, salientando que, mesmo depois da crise de quinta-feira à noite, em que as sete bocas eruptivas se unificaram, a lava não atingiu Portela."Estivemos muito aflitos nos primeiros dias. E ontem (quinta-feira) também. Mas hoje estamos contentes porque a lava não atingiu Portela", referiu à Lusa o homem mais conhecido por "Neves", declarando-se satisfeito por, para já, nada ter sido perdido - parte da produção de 2013 e a totalidade da deste ano, num total de 200 mil litros.
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O presidente da Agrocoop, a Cooperativa de Viticultores de Chã das Caldeiras, que conta com 102 produtores e emprega quase toda a comunidade local, mostrou-se optimista, mesmo depois de admitir que o prejuízo mais grave está ligado à perda de parte das vinhas e à agricultura de subsistência nas zonas mais baixas do planalto."(Quinta-feira) foi um dia complicado, mas conseguiram resolver o problema do acesso (rodoviário, com a terceira estrada de terra, depois de as duas primeiras terem sido absorvidas pela lava) e quase todos conseguiram levar as suas coisas para outras localidades da ilha", afirmou David Monteiro. "Muitos dos que ainda ficaram (cerca de 40, a guardar os pertences na encosta da Bordeira, que marca os limites da grande cratera de Chã das Caldeiras) dizem que as coisas estão a melhorar e que o vulcão já abrandou", sustentou "Neves", admitindo, todavia, que a situação está ainda longe de ser ultrapassada. 
Entrevista em Sicnoticias  http://videos.sapo.pt/A8Ro1okOQ1WgNnZok0aB

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ponte do Rio Luati - 2014

Não reconheci o Rio Luati nestas fotos, está muito diferente, a mata bordejava a chana em toda a sua extensão, o regresso das populações às suas zonas de origem, alteraram profundamente a paisagem que conhecemos na época, o arranque de arvores para combustível e construção dos novos kimbos e palhotas, a necessidade de novos terrenos de cultura na envolvente dos rios, empurraram a mata encosta acima.
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Ponte do Luati
O  Rio Luati foi e será sempre, um lugar de memórias na nossa passagem pelo leste de Angola, muitas estórias em redor deste local, onde as comunicações via rádio não funcionavam do pôr ao nascer do sol, e numa noite em Outubro de 73  um velho leão assaltou o destacamento para saborear uma parca refeição, um cachorro  de poucos meses, abocanhado junto às pernas do nosso sentinela.
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Ponte do Rio Luati
Foi também bem perto da ponte, deste local de má reputação, que em Julho de 73 fomos baptizados, ao accionamos uma mina anti-carro com a berliett que provocou 2 feridos ligeiros e a viatura para a sucata, foi também aqui, junto à ponte, que num final de tarde com a luz no ocaso, o pessoal do 3º pelotão viu a menos de duzentos metros um grupo de guerrilheiros, caminhar ao longo da orla da mata em direcção à  Zambia.
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Kimbos do Luati
Em finais de Novembro uma grande emboscada, junto à chana do Mucoio à coluna do Batalhão quando ao pôr do sol regressava do Chiúme com uma companhia de Catangueses provocando dois mortos e vários feridos. Hoje apraz-nos saber, conforme noticias do nosso amigo que é um local de paz onde a vida prossegue livremente ao ritmo de antigamente, apesar do progresso das vias de comunicação.
Adeus até ao meu regresso 

sábado, 9 de agosto de 2014

Historial da Unidade..!!

No convívio Penacova-2014, tive a oportunidade de aceder ao historial da companhia em suporte de papel dactilografado, pelo então secretário adjunto  do nosso CMDT da Cart3514 que periodicamente lhe transcrevia a informação mais relevante sobre a  actividade operacional da companhia em toda zona envolvente, que julgo ser interessante do ponto de  vista documental, apesar de conter algumas lacunas de ordem operacional no tempo e no espaço.
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..É um documento que  retrata de forma singular o passado da companhia durante os mais de dois anos de comissão, abordando as baixas, as evacuações por incapacidade, doença e acidente, a designação substantiva do "nome" das operações que desconhecia,  a actividade cívica, em torno da escola regimental no ensino primário escolar de muitos camaradas, que às letras não tinha tido acesso. Na disciplina uma dezena de punições, que ninguém alguma vez cumpriu, mas também muitos louvores, para os que mais se distinguiram, no aprumo, no respeito, na lealdade e na camaradagem. Para acessar o documento no seu todo, clicar no seguinte  link:
https://sites.google.com/site/luanguinga/historialcart.pdf 

domingo, 27 de julho de 2014

Na velha tradição do leste

S. Martinho do Porto, Camping na baia junto à praia
Ontem depois de jantar estava vendo o telejornal, quando de repente oiço uma voz familiar, o nosso antigo camarada Manuel Cardoso da Silva dando uma entrevista à tvi no Camping da praia em S. Martinho do Porto, na "velha tradição do leste" onde tirocinamos 28 meses, poucos minutos depois o telefone toca, era o Manuel Parreira, perguntando se estava vendo televisão, então porquê...!! Acabei de ver o Silva na TV, é verdade, também eu, está com bom aspecto. Para todos um abraço.   
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S. Martinho do Porto, Camping
Mais informação em reportagem da TVi - minuto 11:04 em - http://www.tvi.iol.pt/programa/jornal-das-8/4295/videos/156659/video/14172418/1

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Jornal Online - PENACOVA ACTUAL

Os "Panteras Negras" vieram a Penacova realizar o seu almoço anual
Em mais uma missão de solidariedade e amizade, fomos a Penacova, na manhã, do passado sábado, dia 17 acompanhar por momentos a Companhia de Artilharia 3514 "os  panteras Negras", que estiveram em missão de soberania no Leste de Angola. A sua primeira missão chegados a Penacova, ao seu coração comunitário - Largo Alberto Leitão - foi homenagear os mortos em combate depositando uma coroa de flores no memorial que se ali se contra, no qual se encontram os seus nomes inscritos.
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Imagem junto ao memorial aos Combatentes de Penacova mortos em combate.
Para ler no jornal Online, o artigo na totalidade, aceder ao seguinte link: www.penacovactual.pt/2014/05/os-panteras-negras-vieram-penacova.html#.U4eovvAU_IUnk:
Adeus até ao meu regresso

sábado, 24 de maio de 2014

Convivio Penacova 2014

Cart.3514 participou no passado fim de semana no 9º convívio em Penacova, sede de concelho, situada na região Centro do País, num local de grande beleza, plantada na margem do rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”),  rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçaco e do Roxo. As origens da povoação remontam ao século IX ou X, provavelmente um baluarte Cristão nas lutas contra os Muçulmanos. Penacova é uma vila rural, rodeada de pequenas aldeias e lugares, quase perdidas no tempo, aninhadas na geografia serrana, que as tem protegido ao longo dos séculos, como é o caso da Portela de Oliveira, Gavinhos, Lorvão, Carvalho, Rebordosa, Sanguinho, Felgar ou Besteira, entre tantas outras. Penacova orgulha-se do seu Património, a Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São João e a de Santo António, o Pelourinho da Vila ou a Quinta da Ribeira, as Capelas da Senhora do Monte Alto e de Nossa Senhora da Guia, são monumentos únicos.
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A paisagem abrangente é a mais valia da região, como o Miradouro no alto da vila, dispondo de uma magnífica vista sobre o Rio Mondego, ou o Penedo do Castro, bem como os miradouros naturais das Serras da Atalhada e da Aveleira, de onde se observam lugares de rara beleza. O Museu Etnográfico de Penacova e os muitos Moinhos na serrania são imagem de marca desta zona, não esquecendo as albufeiras da Barragem da Raiva e da Aguieira, nas faldas da Serra do Buçaco, únicas para actividades de desporto e lazer.
Mais.
Penacova - Mirador da Vila sobre o rio Mondego
Felicitamos a família Serafim Gonçalves, o António a Odete e a Susana, por nos terem proporcionado este encontro irrepreensível, na sua linda região, onde fomos recebidos com a tradicional hospitalidade beirã. Depois do ponto de encontro, marcado na entrada da vila, rumamos ao Monumento aos Combatentes, uma coroa de flores, uma reflexão sobre todos os camaradas, que partiram na frente, um minuto de silêncio em sua memória. Depois abalamos serra acima a caminho do lugar da Portela de Oliveira, em pleno perímetro serrano, para uma visita ao Museu do Moinho Vitorino Nemésio, onde contemplamos o acervo patrimonial dos artefactos, dos diversos tipos de moinhos vento e do modos vida de então.
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Penacova - Moinhos da Atalhada
Finalmente tomámos o caminho do complexo rural, da Quinta da Nora em Miro, inserido no meio ambiente, com uma vista aprazível da envolvente, ladeado por jardim atapetado de relva, à chegada, para acordar o paladar, um buffet de salgadinhos com rissóis, croquetes, presunto, tábua de queijos e enchidos vários, degustados com fresquíssimos brancos da região, após a foto de família, um saboroso almoço, sobressaindo na ementa, o bacalhau, o leitão e a chanfana, secundados dum encorpado tinto regional.
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Penacova - Museu Victorino Nemésio, na Portela da Oliveira
Depois, doces, cafés e digestivos servidos em bar aberto, pela tarde fora, foram companhia de histórias e memórias dum passado longínquo mas sempre presente. Lidas as mensagens escritas e telefónicas dos camaradas que não puderam estar presentes, feitos os discursos de ocasião, repartido o bolo e o champanhe, com o Hino da Cart, a selar um abraço apertado e o até para o ano em Tomar com a organização a cargo do César Correia.
 
Ps. Participaram pela 1ª vez, no encontro cinco camaradas, a quem damos as boas vindas: 1º Cabo, Joaquim Lourenço do Carmo do 1º Gr , 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro, 1º cabo, Serafim da Silveira e Sold/At. José Gomes Barata das Neves do 2º Gr. e também o nosso padeiro António Dias de Freitas, que aqui saudamos.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 20 de abril de 2014

Já lá vão 42 anos

02- 04-1972,  Domingo de Páscoa - Faz hoje 42 anos que embarcamos para Angola estávamos no RAL3 em Évora, na manhã desse domingo fardados a rigor de atacadores brancos nas botas e luvas brancas formados na parada do quartel.
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Depois desfilamos  até à Praça do Giraldo onde nos despedimos da cidade, também era domingo de Páscoa, jamais nos vamos esquecer dessa data, como dizia o nosso camarada Araújo Rodrigues com alguma ironia...!! Quem no dia de Páscoa, deambulei-a por tais caminhos, ou não tem família, ou está zangado com a mulher..!! De facto só gente dessa, nos podia ter despachado para Angola nesse dia...!!
Adeus até ao meu regresso.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aos Camaradas e Amigos, Panteras Negras

A Páscoa, além de ser uma das festas em que as famílias aproveitam para se reunirem e renovarem os votos de paz e de saúde, para nós” Panteras Negras”, será sempre um dia para recordar até que a nossa memória se extinga; foi num dia de Páscoa, há quarenta e dois anos atrás que abalamos, rumo ao desconhecido, deixando para trás pais, esposas e filhos, namoradas e amigos. Mas salvo duas excepções, de saudosa memória, regressamos e estamos cá para contar a história. Nesta época das festas da páscoa, quero aqui deixar dois apontamentos, com os quais de certeza todos vós concordais. Em primeiro lugar, recordar com muita saudade os nossos camaradas que já não estão entre nós, já partiram desapareceram na curva da estrada desta vida. Por fim, desejar a todos vós – PANTERAS NEGRAS - (no qual incluo como não poderia deixar de ser as vossas famílias) uma PÁSCOA MUITO FELIZ, cheia a de saúde, paz e amor. Já agora, faço também, os votos de que nunca vos falte uns trocados, que neste tempo de crise, ajudam muito.
Para todos um abraço e até ao próximo “GOLPE DE MÃO” marcado para Penacova.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Recordações com 40 anos...!!

De César Correia
Tínhamos chegado á pouco tempo a Luanguinga, e todos, desde o Cmdt. da companhia, aos alferes, furriéis, cabos e praças, se prestaram  a colaborar, na organização de algo que ocupasse a mente nos tempos livres, uma solução foi a pratica desportiva e o favorito era o futebol, mas também o voleibol  a sueca e outros jogos de cartas, faziam parte da actividade lúdica. Outros de forma altruísta dedicaram-se  voluntariamente ao ensino das letras e números, na alfabetização de alguns camaradas que as vicissitudes da vida  não lhe  tinham permitido o acesso à escola enquanto jovens. Uma tarde alguém comentou á minha beira, o Furriel Soares vai formar um grupo Coral, se quiseres participar a malta vai juntar-se no refeitório, «um barracão que servia para esse efeito» claro que queria, ainda hoje gosto de cantar!! Mal ou bem?? Não sei!!! Mas gosto, e com 20 anos!!  Cheguei!!! e lembro-me que já estavam a ensaiar o coro, quantos...!! Não sei, cantavam bem... também não me lembro, só recordo dos vozeirões do Botelho, e do Paulo Ribeiro. Nova canção,  e fui convidado pelo Soares a participar no coro, depois das devidas instruções, começámos a exercitar, levantei a voz para fazer frente aqueles vozeirões, queria dar nas vistas, excedi-me!!!
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 O exibicionismo custou-me caro, o Maestro comentou em tom irónico. A cantar alto já cá tenho muitos, vai dar uma volta, mentia se disse-se que na altura não tinha ficado chateado, com vergonha, porque achei que não era motivo para ser despachado assim, mas paciência, o coral  foi um sucesso, eu teria tido  muito orgulho em ter participado. Pouco tempo depois, voluntariei-me para formar a Equipa das Obras, com, o Matos do 3º Gr,  o Vaz do 1ºGr,  e o CHEFE???? Furriel Soares, pensei para mim!!! Já estou "F" tramado,  mas não meus caros aqui a música era outra e os instrumentos também, durante mais ou menos dois anos, trabalhamos, colaboramos, discordamos, mas conversamos sempre dentro dos limites com respeito, o objectivo era comum, trabalhar bem, nas muitas e variadas obras que fizemos para a instalação dos serviços da Companhia, e também para o bem estar de todos os Camaradas , e também na construção da famosa Peixaria em Gago Coutinho em que o Mestre Soares, encarregado de  obra discutia e dava suas opiniões a outros mestres de obras já bem credenciados, a ponto de ser-mos convidados para os acabamentos de outras obras..!!! Éramos camaradas, tornamo-nos amigos, fomos companheiros,  aventureiros a ponto de algumas vezes arriscarmos a própria vida,  colaboramos nas mais diversas decisões e ao fim destes quarenta anos tenho orgulho de continuar  a considera-lo um grande AMIGO, pois nem sempre quem te repreende te quer mal. Um Abraço a todos Os Panteras Negras, que espero abraçar em Penacova, e ao Soares, um abraço especial por me ter dado a oportunidade de hoje estar aqui a recordar esta saudosa "estória" de  Amizade

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Do Jornal "Comarca de Arganil"

De Serafim Gonçalves.
Noticia do jornal Comarca de Arganil, publicitando o evento da nossa companhia a realizar no próximo dia 17 em Penacova.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Louvores e Puxões de Orelhas...!!

"Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973"
O Amigo César Correia continua a surpreender a rapaziada, com estas relíquias documentais com mais de quarenta anos, achadas lá no fundo do seu baú de estimação, esquecido há muito tempo no sótão da sua casa de família em Mosteirinhos. São quatro páginas que fazem parte do nosso passado e da história da companhia, contempladas nos anexos da "Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973" precisamente um ano depois da nossa chegada a África, com muitos louvores e apenas um puxão de orelhas (umas férias no hotel "prisão" do batalhão, para o Álvaro Pina). Os louvados nessa data foram os cabo-verdianos, José Soares da Rosa, Raimundo Mendes Varela, Tomás da Silva, Manuel de Jesus Pina e os continentais, Arlindo António Rodrigues Pais, José Fernando Tavares Ruivo, António Fernando Gabriel Carrusca, José Augusto Amorim dos Santos, José Luís Gonçalves Ribeiro, António Camilo Pinto, Fernando Vicência Carreira, João Artur Carrilho Fogeiro, Augusto José do Carmo Libâneo, David Ramos Vaz, César Pereira Correia, António Manuel Nunes de Matos.


 
Ps: Para aceder aos documentos em tamanho maior, deve fazer um duplo clic com o mouse, sobre a página que quer ler em pormenor.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Manuel J. Oliveira, Homenageado em Tavira

Há dias, deparei  na Web com uma notícia já de há seis meses  atrás  que dizia o seguinte:
“No passado dia 27 de Setembro de 2013 teve lugar em Tavira, no Parque de Exposições, a Cerimonia comemorativa do 365º. Aniversário do Regimento de Infantaria Nº 1”.
Sucede  que, ao lê-la com atenção e porque no tempo que eu parti à descoberta “dos algarves” por lá tendo ficado de uma só assentada cerca de três meses, essa unidade militar chamava-se oficialmente CISMI – Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria, mas que,  na linguagem de caserna,  tinha um significado bem diferente e bem marcante, que como todos os ex-furriéis que por lá passaram sabem queria dizer: - Centenas de Infelizes Sacrificados e Martirizados Inocentemente.
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Bem!... Mas como isto  que acabei de escrever não faz parte da notícia, vamos ao que de facto interessa. Ao ler tal notícia e vendo as fotografias da comemoração do 365º. aniversário do RI 1, numa fila de indivíduos , muito bem alinhados e aprumados, com ar adequado à solenidade do acto, vejo o nosso amigo e antigo camarada de armas Manuel José Oliveira, algarvio dos quatro costados e  residente em Olhão. 
Investigado o assunto verifiquei que, inseridas nas comemorações do RI 1,  em que estiveram presentes os Núcleos da Liga dos Combatentes da região, fora homenageado, entre outros indivíduos, o Manuel José Oliveira, com a Medalha de Campanha da Liga dos Combatentes.
É com imensa alegria, admiração e orgulho que vemos um dos nossos, da Cart3514, da família Panteras Negras,  ser agraciado e homenageado! Aqui deixamos o registo,  mais que merecido, ao nosso camarada e amigo Manuel Oliveira.
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PARABÉNS OLIVEIRA, muita saúde e felicidades pela vida fora!...
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando..!!

José Barata Gomes Neves, Sold. Atirador nº 032560/71, do 2º Pelotão da Cart3514, deu à costa esta semana, através da pesquisa e empenho do Zé Ramalhosa, que através da Junta de Freguesia conseguiu encontrar este camarada nas faldas da Serra da Estrela, na aldeia e freguesia de Unhais-o-Velho, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde constituiu família e reside actualmente. Já falamos com ele, depois da surpresa enorme que sentiu, ao ouvir do outro lado do atlântico o telefonema do Ramalhosa. Fez questão de enviar a todos os camaradas "panteras negras" um abraço, e pediu  que lhe guardem um lugar á mesa no encontro de Penacova.
Adeus até ao meu regresso

O Joaquim Pinheiro já faleceu..!!

  Joaquim Pinheiro, "éPe", faleceu há uns anos num acidente de motorizada na sua zona de residência, nascido em 1950 na freguesia de Mancelos - Amarante. Era 1º Cabo Atirador nº 155242/71 do 2º pelotão da Cart3514, o Zé Ramalhosa andava e anda empenhado em saber da rapaziada do seu grupo, não chegou a tempo, o "éPe", camarada de muitas jornadas, que muito respeitávamos pelo seu carisma, carácter, companheirismo, disponibilidade e muito empenho aquando da sua participação, com o António Soares na acção de alfabetização e escolarização dos camaradas a quem a sorte das letras não tinha sorrido na infância. Chegámos tarde, mas não vamos deixar de expressar  aqui a  nossa tristeza e solidariedade aos familiares, e como sempre reafirmar-mos, o Joaquim Pinheiro e todos os outros camaradas que partiram na frente, serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando...!!

Serafim da Silveira 1º Cabo Atirador, nº mec.  156407/71 do 2º Pelotão da Cart.3514, residente numa freguesia de Amarante, depois de alguns anos de labuta em França, acaba de regressar ao nosso conhecimento, 40 anos após o regresso de Angola. O  seu antigo camada e comandante, José Ramalhosa, á muito que tentava,  saber do seu paradeiro, e também, do Joaquim Pinheiro (Epe) que ao que parece, também está em vias de dar à costa, já sabemos que reside em Mancelos no concelho de Amarante. O José Luís Gonçalves Ribeiro foi  há dias à procura do Silveira e com algumas lembranças da sua naturalidade, conseguiu  encontra-lo em Freixo de Baixo onde reside com a família. Já falamos com ele, está aposentado e este ano em Maio, quer  reencontrar em Penacova os antigos camaradas "panteras negras"  a quem envia um grande abraço.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Convivio Penacova 2014

 O 9º Convívio da CART. 3514 vai realizar-se no Concelho de Penacova no próximo dia 17 de Maio de 2014, a cargo do nosso camarada António Serafim Oliveira Gonçalves que este ano tomou em mãos a sua organização. O ponto de encontro  e o restaurante  onde iremos conviver, será brevemente anunciado e enviado via CTT com mapa das vias de acesso, ementa e hotéis com preçários de forma a que cada qual possa organizar antecipadamente a sua viagem e estadia.
Adeus até ao meu regresso  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Faleceu Albertino Inácio Martins Grilo

Faleceu no passado  mês Dezembro o nosso antigo camarada de armas, Albertino Inácio Martins Grilo, 63 anos nascido em Fevereiro de 1950, natural do Pilado, concelho da Marinha Grande, ex-militar do 4º pelotão. Tomámos conhecimento da partida de mais um amigo de muitas jornadas, que muito prezavamos pelo seu carácter e lealdade. Em nome de todos os nossos camaradas, queremos associar-nos e deixar uma palavra de carinho e expressar  a nossa tristeza e solidariedade aos familiares, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos  reafirmar mais uma vez, que o Albertino Grilo e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 15 de dezembro de 2013

É NATAL…


Não poderei falar de Natal sem fazer uma viagem aos tempos da minha infância em que o Natal era bem simples, sem correrias, sem presentes, sem luzes, sem confusões …
Recordo com muita saudade e  nostalgia,  a minha família reunida ao redor de uma lareira que crepitava chamas de amor que inundava o coração de todos num serão em que os doces e fritos característicos da época  temperavam a festa para delícia de crianças e adultos. A magia do Natal começa e rapidamente termina. Tanta azáfama, tanta preparação e num instante chega ao fim.Mas o  Natal dos dias de  hoje,  ainda vale pela partilha e pela festa em família.
É, por isso, pelo espírito de  partilha  que quero desejar a  todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Para Vós um forte abraço do camarada e amigo,
Manuel Monteiro

sábado, 30 de novembro de 2013

Recordações D´Outrora

De José da Cunha Ramalhosa
Há dias o Ramalhosa falou dos EUA ao telefone, para informar do paradeiro do 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro do 2º Grupo, e também duma relíquia "africana" que encontrou no sótão da casa dos Pais, na última visita a Lanhelas, sua terra natal, que vai subsistindo à mais de quarenta anos, ao rigor do tempo ao caruncho e à corrosão, que não resisti em publicar..!!
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Falamos da imprescindível e célebre mala (arca) construída em madeira e revestida a chapa, que quase todos adquirimos em Gago Coutinho, na loja do Sr. Almeida ou Aníbal, não tenho presente e nos acompanhou de destacamento em destacamento com os nossos haveres do dia a dia ao longo dos dois anos e tal, que malhamos no leste de Angola.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobreviventes do Nosso Tempo

Alguns Mininos também sobreviveram:
Gostei imensamente ao tomar conhecimento de que foste um do sobreviventes da guerra colonial, eu nasci em 1968 na Vila Gago Coutinho, hoje Lumbala-Nguimbo, no bairro Chinhundo, recordas um bairro que estava junto ao quartel ou ao escassos metros da  pista de aterragem, cresci neste bairro só aos 20 anos é que sai quando, andei um pouco.
 
Quando recordo na altura ainda como criança, íamos muitas vezes no quartel, junto do meu mano, agora é falecido, havia muitos rapazitos cambuta á espera de sopa na cozinha dos soldados portugueses, deixando os estudos na escola e esperando a famosa sopa como se chamava no grupo dos "TUSOPEIROS".
 
Há vezes, eu gosto de perguntar o meu  Pai, a vida como era no passado, ele conta o momento em que eles vendiam cera e peixe nos lojas dos Europeus, a construção da Igreja de S. Bonifácio da Missão Católica e os campos de mandioca e outros assuntos interessantes da vida do Município, aqui até este momento há gente velha ou quadros que viveram na era colonial contam cenas maningue.
 
O meu Chefe, ele na altura trabalhou na Administração Colonial e conta como trabalhava com os Administradores de Vila Gago-Coutinho tudo aquilo me dá gosto de ouvir aquelas historias do passado recente Angola.
 
Me recordam, os helicóptero quando iam nos caça abatiam os palancas e outros animais, voltavam amarrados nos pata, numas das vezes aterravam na baixa do rio Lumbala,  deixavam os carne nas suas namoradas, dá riso e alegria quando estamos juntos, os meus velhos a recapitular ou a tirar a radiografia da vida ou tempo colonial.
 
Não ficas cansado de reportar e mandar sites, onde é possível encontrar algum material da Museologia do Município, um mapa politico administrativo da era colonial por exemplo, como se chamava as aldeias ou sanzalas na era colonial, porque os bairros actuais alguns nomes sofreram alteração devido o tempo.
Aquele abração
17 de Novembro de 2013
L. J. M.
PS: este mail foi recebido na nossa caixa de correio a semana passada, remetido da antiga Vila Gago Coutinho por um rapazinho que no nosso tempo tinha apenas cinco anos de idade, e que hoje através das novas tecnologias  chegou até nós com estas palavras de ocasião, fazendo nos recordar alguns dos bons momentos que também lá passamos, contacto que iremos preservar e explorar com muito empenho.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando...!!

José Luís Gonçalves Ribeiro - 1º Cabo Ap.de Met. nº 156768/71 do 2º pelotão.
Há dias falei com o Ramalhosa pelo telefone para New Jersey nos EUA, por causa do nosso próximo convívio 2014 que se vai realizar em Penacova no distrito de Coimbra, e do outro lado do Atlântico chegaram noticias sobre este nosso antigo camarada de armas, conhecido e tratado carinhosamente no seio da companhia por “Reguila”, alcunha que ainda hoje recorda, mas não sabe quem o apadrinhou, reside no concelho de S. Tirso, desde longa data. Já falei com ele ao telefone, lamenta muito não ter tido conhecimento há mais tempo dos nossos convívios mas promete não faltar ao próximo em Penacova, aproveitou também para enviar um abraço a todo o pessoal.
Adeus até ao meu regresso 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pequeno Apontamento

Já passaram uns dias sobre  o convívio dos Panteras Negras, desta feita, em Lagoa no Algarve, daí já haver tempo suficiente para refletirmos sobre a festa e sobre a "Família Panteras Negras".Claro que o Reino dos Algarves, fica lá longe e daí uma das razões prováveis para que este ano o grupo tivesse sido mais pequeno; cerca de 30 elementos. Mas embora menos fizemos uma grande festa em  que, como já disse o António Carvalho no post anterior, a fasquia esteve  alta sendo por isso difícil conseguir-se melhor.  Não posso deixar de louvar os organizadores, mas seria um erro grosseiro não deixar aqui um abraço especial ao Augusto Pires pela hospitalidade com que nos recebeu, pela disponibilidade que sempre teve para nos acompanhar em todos os passos que alguns de nós demos em Lagoa. Ele orientou por telefone todos os que foram chegando na sexta feira ao final da tarde, indicando o melhor trajeto para Lagoa, indo ao nosso encontro, conduzindo-nos ao alojamento que, em devido tempo e por seu intermédio, tinha sido reservado no Aparthotel Solférias. Esperou que nos instalássemos e voltou a ser o nosso guia até ao  Auditório Municipal de Lagoa onde no Sábado iria ser  o ponto de encontro de todo o pessoal. Só faltou pegar-nos na mão para atravessarmos a rua sem nos perdermos. Além de tudo o mais que por nós fizeste, amigo Augusto Pires,  um muitíssimo OBRIGADO e um forte abraço. É sempre com alegria e até alguma comoção, porque não dizê-lo, que em cada convívio, a cada ano, abraçamos os Amigos, antigos camaradas, com quem partilhamos aqueles duros vinte e sete meses. Renovamos a promessa de, para o ano , voltarmo-nos a abraçar. Depois, infelizmente algumas dessas promessas ficam por cumprir. Com muita mágoa e pesar verificamos que alguns já não estão presentes por já terem partido primeiro e desaparecido na curva da estrada da vida terrena como já algures, neste mesmo blogue, o afirmei.
Mas mudando de agulhas, não posso também deixar em claro uma situação estranha neste tipo de convívios. A ausência continuada do  nosso Comandante de Companhia. Em todos os blogues que sigo sobre a temática de antigos combatentes de Angola, da Guiné e de Moçambique, nas suas festas anuais, é raro o evento em que o Cmdt de Companhia não está presente e durante ou no final da festa fala àqueles que foram os seus militares e às suas famílias. Eu, em minha modesta opinião, acho de bom tom, fica muito bem e é assim como que a cereja que remata a decoração de um bolo de aniversário. E durante os nossos convívios, nas nossas conversas, verifico que há já muita gente a partilhar da minha opinião.Espero que o nosso Comandante de Companhia, não esteja aborrecido com nenhum dos elementos da CArt.  Ninguém está isento de erros. Mas se os houve, já ocorreram há quarenta anos atrás, já estão esquecidos. E se algum houve que não foi esquecido, então caros camaradas, quem por esse motivo não está presente, não quer ou não sabe celebrar a AMIZADE e não faz falta nos nossos convívios.Depois desta reflexão que já vai longa, afirmo uma vez mais que os nossos convívios servem única e exclusivamente para celebrar a AMIZADE entre nós PANTERAS NEGRAS e as nossas famílias que se acostumaram  a acompanhar-nos e a vivê-la com o mesmo entusiasmo que nós a vivemos.
Para todos os Panteras Negras e suas famílias, votos de uma ótima saúde e um grande abraço.

domingo, 29 de setembro de 2013

Convívio, Lagoa - Algarve 2013

A Cart 3514 participou no passado fim de semana, no 8º encontro convívio no Município de Lagoa, região com vestígios arqueológicos e marcas históricas de sucessivas épocas, presente em cada monumento, em cada cenário, desde o Arade  ao barrocal. A estadia foi no aparthotel Solférias, rodeado de falésias douradas e deslumbrantes vistas, ao longo do mais belo trecho da orla costeira algarvia, com recortes caprichosos, que guardam praias de areia fina, desde Nª. Senhora da Rocha ao Ferragudo, de Albandeira a Benagil, do Carvoeiro ao Pintadinho, não olvidando a praia da Marinha, qual delas a mais bela e recatada, clima ideal para uns dias de férias, com sol ameno e a temperatura da água a rondar os 25º uma pequena maravilha.
Convívio Lagoa 2013 - Foto de Família  
O encontro começou a meio da manhã junto ao Auditório Municipal, com cerca de três dezenas de “panteras negras” na companhia de familiares e amigos, onde iniciamos o roteiro com a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes de Lagoa em memória de todos camaradas falecidos, de seguida, uma visita guiada ao museu no Convento de S. José com arte sacra, onde o espólio do ultimo governador de Macau, Gen. Rocha Vieira sobressai pelo seu esplendor e valor histórico.Cerca do meio-dia rumamos ao restaurante, situado num local de grande beleza, enquadrado pelo verde dos “greens do Pestana Golf Resorts” em Vale da Pinta, onde nos serviram à chegada um refrescante cocktail, acompanhado de um vasto sortido de salgadinhos, abriram-se as portas ao som do nosso hino… uma surpresa da organização que aplaudimos, depois um almoço gourmet, que se prolongou tarde adentro com música, bailarico, fado e muita animação, dissertações acaloradas sobre histórias e memórias, em fim de festa, o tradicional bolo com champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado e o adeus até para o ano, se Deus quiser.
Este ano o convívio esteve a cargo do Emílio Pires do Hélder e do Águas, decorreu de forma impecável, posso afirmar, podemos fazer igual, melhor não será tarefa fácil, quero por tudo isto deixar aqui expresso um grande elogio à organização, em especial ao Pires à Esposa e ao filho Bruno, pela disponibilidade, hospitalidade e simpatia e também pelo excelente churrasco no domingo, obrigado camaradas do Algarve.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 28 de setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lourenço do Carmo - 1º Cabo Ap. Morteiros nº 099265/71 do 1º Pelotão. Há muito que o tentávamos localizar, sabíamos que trabalhava como carpinteiro de cenários, e o Victor Melo chegou a ver o nome do Carmo como técnico de cenários a correr algumas vezes no final das peças, passadas em televisão. No passado dia 16 a caminho do Algarve, fiz uma pequena paragem ocasional na vila de Ourique, sentados no jardim meia dúzia de alentejanos conversavam animadamente quando os interpelei, procurando saber se conheciam este antigo camarada nascido no concelho, algo desconfiados com a abordagem, apresentei-me disse para onde ia e acrescentei mais alguma informação, que um seu irmão mais velho julgo que o Jacinto era na época carpinteiro de cenários numa empresa de teatro em Lisboa, eh pá, diz um, essa gente são conhecidos pelos "alcunha", outro,  aqui pelos apelidos ninguém o conhece, outro, então pois o Joaquim trabalhava lá em Lisboa para o L´Féria, outro, há ai quem diga que tem casa ali para o Garvão, outro, ouvi dizer que foi operado há tempos, logo outro lembrou que trabalhava com um irmão na câmara, perguntei se sabia o nº de telemóvel, não, mas tome lá o meu e daqui a três semanas telefone-me que ele está de baixa por acidente, conferi o nº ligando o telemóvel , batia certo, agradeci a informação do sr. Ernesto, despedi-me dos compadres e abalei a caminho dos Algarves. Dias depois recebo uma mensagem "SMS" sou o Joaquim  Lourenço do Carmo com um nº de telefone adjacente. Já falei com ele está reformado tem de facto casa no Baixo Alentejo mas mora em Lisboa, prometeu estar presente no próximo convívio, e deixou também um abraço a todos os camaradas de armas que com ele privaram em África.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lopes Gonçalves mais conhecido por “Beringel” na Cart3514, antigo condutor-auto, natural de Beringel ali para os lados de Beja, destacado no 1º grupo nos acampamentos do Lumbango e na Pedreira do Nengo,durante algum tempo. Como é hábito nesta rubrica destacar o regresso de camaradas após muitos anos de ausência, mas nunca esquecidos, o Gonçalves volta  a reencontrar os camaradas "panteras negras" trinta e nove anos depois, no próximo almoço convívio, actualmente na situação de aposentado, decidiu  este ano, associar-se ao evento e viajar até Lagoa no Algarve na companhia do António Carocinho “Beja”.
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1972 - Cidio Vaz, Gaspar, Alf. Rodrigues, Tomás Silva, Conceição, Jesuino, Melo, Beringel, Carvalho e Pinto 
Recordo uma pequena "estória", que jamais esquecerei passada numa tarde de Novembro de 1973, comemorámos nessa data o S. Martinho na Colina do Nengo com uma assada de castanhas, bem regada com vinho e cerveja, no final do magusto já com o sol no horizonte, partimos a caminho da Pedreira do Nengo, com alguns já de vela encharcada, o condutor do velho burrinho do mato era o Joaquim Gonçalves “Beringel”, bom rapaz, mas um pouco nevoso que fervia em pouca água, a pouca distancia do destacamento, havia  uma curva manhosa na picada de terra batida, que contornava uma pequena enseada na orla da mata, o excesso de velocidade, o lusco-fusco e alguma negligência, provocaram um pequeno acidente, com a queda aparatosa duns três ou quatro que iam sentados no estrado do Unimog, projectados borda fora para o meio da mata,  de entre eles o saudoso Simplício Caetano, que com um grão na asa, não era farrapo de assoar. 
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!972 - Joaquim Gonçalves e Carvalho
Após a chegada e apesar de não ter havido feridos, instalou-se a confusão, mais pelo efeito colateral dos vapores etílicos do que pelo trauma, não paravam de pedir satisfações ao condutor, palavra puxa palavra, entornaram o caldo, com o Caetano a tentar tirar esforço e o Beringel de canhota em punho a puxar a culatra a trás, com o restante pessoal a travar a contenda e a sanar a situação, no outro dia quando tentamos averiguar a desmanda e admoestar os prevaricadores com algumas "guardas à benfica"  já ninguém se lembrava com rigor do incidente, apesar de alguns hematomas à vista e à mistura, que há dias recordei ao telefone em conversa com o Joaquim Gonçalves. 
Adeus até ao meu regresso

sábado, 7 de setembro de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Rei Mwene Mbandu III
Um desfile de palhaços (homens mascarados) e a exibição de danças tradicionais marcaram no passado mês de Agosto, o inicio das festividades do quinto aniversário da entronização do Rei Mwene Mbandu III, na vila de Lumbala Nguimbo, província do Moxico. No programa comemorativo houve intervenções do Administrador Municipal, Sr. José Miguel Madunda, e do Rei aniversariante, assim como apresentação de dádivas e ofertas para o Rei.
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A exibição de peças de artesanato, alimentação, ervas medicinais e bebidas tradicionais do povo Mbunda constaram também no evento da efeméride.O reino de Mwene Mbandu III abrange os municípios dos Bundas e Luchazes na província do Moxico, e estende-se ao Kuando Kubango, assim como às repúblicas da Zâmbia, Namíbia, Zimbabwe e Republica do Congo Democrático.
Mais informação em:
http://www.mbundakingdom.org/Lithathe-Lya-Miondo-Ya-Mbunda%202012.htm

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

8º Convívio Lagoa 2013

Amigos e Camaradas
Na tentativa de relembrar e manter a nossa forte amizade, consolidada nos momentos que passámos entre 1972 e 1974, temos o imenso prazer de organizar e convidar-te a participar, assim como a tua família, a mais um convívio, desta vez a ser realizado na cidade de Lagos, no Algarve.
O evento que se vai realizar no dia 21 de Setembro de 2013, tem o seguinte programa:
- 09h30m: às 10h30m: Ponto de encontro junto ao Auditório Municipal de Lagoa.
-10h30m: às  12h30m: Visitas ao monumento em memória dos combatentes e convento de S. José
- 12h45m: Partida para o Restaurante Pestana Golf  e Resort, "Casa do Clube Vale da Pinta"
Confirmem a vossa presença até ao dia 10 de Setembro, contamos com todos vós.
         Boa viagem.
        Um abraço
        A Organização

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Estrada Lumbala Nguimbo - Ninda
Carlos Veigas, que falava à margem da visita que o governador provincial do Moxico efectuou à referida estrada, acrescentou que três das quatros pontes de betão previstas na empreitada, já se encontram concluídas.O soba Abel Calumbuana disse que o desenvolvimento da comuna do Ninda depende muito da recuperação desta via, por ser a única maneira das pessoas se deslocarem e lembrou que as vias de acesso foram destruídas durante o conflito armado e, com a paz, o Executivo tem feito tudo para repor as ligações e possibilitar a circulação de pessoas e bens. “Estamos satisfeitos, porque há muito esperávamos que a estrada de Lumbala-Nguimbo a Ninda fosse reabilitada. Agora estamos a ver, com os nossos próprios olhos, o trabalho que está a ser desenvolvido”, argumentou.
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O governador do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade” garantiu que, nos próximos cinco anos, o Governo prevê recuperar as vias secundárias e terciárias, numa extensão de 2.401 quilómetros de estradas, incluindo pontes nos troços a serem intervencionados. Além disso, encorajou o empreiteiro a imprimir mais dinamismo aos trabalhos, para que as obras sejam concluídas dentro dos prazos previstos no contrato

Colina do Nengo em 2013

Recebi hoje através do mail três imagens do que resta actualmente do destacamento que construímos no 2º semestre de 1972 na Colina do Nengo, para a sede do comando da Cart3514, hoje apenas existem à vista, pequenas parcelas do pavimento em cimento usado nas construções do comando, dos serviços e da ferrugem, com destaque para a rotunda oval que havia no meio da parada, construída em cimento, que albergava no centro um pedestal maciço, onde estava encastoado uma placa com o guião da companhia e o mastro da nossa bandeira.
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Imagem fictícia da rotunda com a base do guião e o mastro da bandeira....!!!! 

Imagem da rotunda em ruinas, na Colina do Nengo em 28-07-2013
O César Correia diz que a longevidade daquela construção se deve aos materiais utilizados na obra, blocos de cimento moldados e compactados pelos mestres no local, “cimento, areia, capim e água” e depois muito sol.
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Rotunda existente na parada, à data da partida em Junho de 74
Há muito tempo que o Dias Monteiro tinha metido uma cunha ao nosso amigo do “norte”para ele efectuar uma visita ao Nengo, local com algum simbolismo para muitos de nós que lá vivemos praticamente dois anos, havia vontade de saber se ainda existia lá algum rasto da nossa “pegada”. A visita foi realizada no passado fim de semana com alguma dificuldade para o jipe, o acesso lá acima com três centenas de metros de picada, foi invadido pela mata, assim como a parada hoje infestada de capim, bissapas e algumas árvores de médio porte, a panorâmica que conhecemos do destacamento, só a nossa memória e as imagens existentes podem provar que em tempos ali existiu uma pequena civilização, que a natureza acabou por reabilitar, passados apenas quarenta anos.
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Ps: Estas imagens e todas as outras que nos têm chegado do leste, devem-se à gentileza dum amigo, que está a algum tempo na zona por motivos profissionais, e que nos contactou através do nosso Blog, depois de constatar na Internet o nossa curiosidade pela evolução do local, e do conhecimento da nossa presença durante vinte oito meses, no sub-sector da antiga Vila Gago Coutinho, denominada actualmente de Lumbala Nguimbo, sede Municipal dos Bundas,
Adeus até ao meu regresso

sábado, 3 de agosto de 2013

Convivio < Lagoa / Algarve > 2013

O 8º almoço convívio da Cart.3514 vai realizar-se em Lagoa no Algarve no dia 21 de Setembro, (sábado) com o local, menus e preços já definidos, estando também assegurado, apartamentos individuais para casais em aparthotel com preços especiais. A organização deste evento está a cargo dos camaradas, Augusto Pires, Hélder dos Santos e André Águas, que dentro de dias farão chegar a todos os "panteras negras" via CTT, o convite detalhado, com restaurante, menu, estadia, preços, itinerários, local do ponto de encontro e telefones de contacto.
Amigos organizar um convívio não é difícil, mas dá muito trabalho, as responsabilidades assumidas com o restaurante para ene pessoas, não responder ao convite, deixar a confirmação do sim ou não para o ultimo dia, obrigando a organização a ter de telefonar, causa muito stress.
Pelo atrás exposto faço um apelo a todos os camaradas a gentileza de responderem ao convite dentro do prazo referido, independentemente de poderem estar ou não presentes, afim de sabermos noticias vossas que é afinal o espírito que norteia estes convívios, podendo deixar sempre que queira, uma mensagem aos companheiros presentes, que será transmitida no dia do evento.
Boa viagem e um abraço

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Governador constata obras sociais nos Bundas e Luchazes
O governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, iniciou hoje, quinta-feira, um périplo de dois dias nos Bundas  para a constatação das obras sociais em curso nessas circunscrições.
Na sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), o governante vai se inteirar do grau de execução física de duas escolas T12 e T14, do mercado municipal e do troço rodoviário Lumbala-Nguimbo (Antiga vila Gago Coutinho) /Ninda (84 quilómetros).
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Saida sul de Lumbala Nguimbo para Ninda

domingo, 23 de junho de 2013

Curiosidade, mas também Orgulho.

Sandra Teixeira, atleta de meio fundo no Sporting Clube de Portugal, filha do nosso antigo camarada de armas Adriano Mendes Teixeira, do 2º pelotão da Cart3514 participou este fim-de-semana em Dublin na Republica da Irlanda, no Campeonato da Europa de Nações, nas provas de 800 e 1500 metros em representação da Selecção Nacional de Atletismo.
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Selecção de Portugal que disputou  este fim de semana o Campeonato da Europa de Nações em Dublin na Irlanda

domingo, 16 de junho de 2013

Adriano, Boas Melhoras

Hoje encontrei no facebook estas duas praças da 3514
O César Correia numa visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar de Lisboa onde está internado, com uma úlcera no estômago, já debelada e em recuperação, gostei da ideia e do companheirismo sempre presente do César ao levar as t-shirts com o logotipo da colina do nengo estampada, para oferecer ao Adriano, em memória dos velhos tempos compartilhados algures no cu de judas. Ao Adriano mais uma vez o desejo de boas melhoras e rápida recuperação.
César Correia de visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar em Lisboa
  

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Igreja de S. Bonifácio reinaugurada
Os fiéis católicos de Lumbala-Nguimbo ganharam, neste domingo, uma nova paróquia com capacidade para mais de 300 pessoas sentadas, inaugurada pelo arcebispo de Saurimo (Lunda Sul), Dom Manuel Imbamba. O templo da missão, denominada São Bonifácio, foi inaugurada em Outubro de 1953 e as obras de ampliação tiveram a duração de nove meses, financiadas pelo Governo provincial, administração municipal dos Bundas, parceiros sociais e apoios dos fiéis. Ao falar na homília, o arcebispo dom Manuel Imbamba disse que é grande a gratidão com que a comunidade católica celebrou o evento, por receberem uma casa de Deus que vai ajudar a fortificar o evangelho de Cristo na região. Segundo ele, a paróquia está devidamente renovada em todos os aspectos, para proporcionar a graça e a salvação de Deus. 
Igreja de S. Bonifácio reinaugurada no passado domingo após obras.
 Acrescentou que a Igreja além de espelhar a arte, a beleza arquitectónica, artística e as pedras mortas, espelha sobretudo a beleza da nova comunhão e das pedras vivas que visam implorar à Deus tudo aquilo que os fiéis precisam para o cumprimento da fé. Em sua óptica, a igreja é um edifício, um lugar propício e um lugar privilegiado onde os fiéis reúnem, corrigem, comprometem e exigem a mudança e alimentam a sua fé, para caminharem sempre de acordo com a vontade do Senhor. Na ocasião, o prelado católico exortou aos fiéis a fazerem do referido templo um lugar onde todos acorrem para que Deus os ajude, orienta e dê a luz que precisam para puderem fazer boas escolhas, bons discernimentos e poderem caminhar conforme o querer de dele.
 Igreja de S. Bonifácio de novo ao serviço dos fiéis, (destruida na guerra civil de Angola)
Manuel Imbamba disse ainda que “a igreja é a casa onde os fiéis procuram o sacramento e aqueles sinais visíveis que nos ajudam a estarmos sempre a brilhar como filhos e filhas de Deus, onde se celebra a eucaristia para alimentar a fé e fortificar o evangelho de Deus. Advertiu que a igreja nunca deve ser uma casa da desordem, de desunião, da intolerância e de situações odiosas que levam os fiéis a viver de costas viradas para com Deus e para com os irmãos, mas sim é a casa onde cada um se sinta amado por Deus. Assistiram a cerimónia, membros do governo provincial, da administração municipal, autoridades tradicionais, fiéis católicos e a população em geral.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Antiga Vila Gago Coutinho - O comércio fronteiriço entre os municípios dos Bundas em Angola e as localidades do Kalapu e Mungu na Zâmbia, está a crescer e melhorar significativamente, apesar de alguns constrangimentos na transportação de mercadorias por via fluvial, constatou esta quinta-feira, a Angop no local. No Porto fluvial do Mussuma-Ponte, na parte angolana atracam quatro a cinco canoas a motor por dia, trazendo a bordo mercadorias diversas, com destaque para bens alimentares, roupas de diferentes qualidades e origens,  bem como outros produtos industriais. As canoas de 15 metros de comprimento e dois de largura transportam da Zâmbia 15 toneladas de diferenciadas mercadorias e dez a 20 passageiros a abordo, percorrendo 75 quilómetros das localidades zambianas acima citadas até ao Porto fluvial do Mussuma-Ponte 10 kms a sul de Lumbala Nguimbo, sede municipal dos Bundas.
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Porto Fluvial do Mussuma-Ponte
Rebeca Jinguissa, uma das angolanas interpeladas na altura que estava a embarcar para o Mungu, explicou que durante a viagem encontram muitos obstáculos, superados quase sempre, devido a experiência dos tripulantes das canoas. “A viagem de Angola à Zâmbia demora quatro a cinco dias, devido ao aumento do caudal dos rios neste tempo chuvoso” disse a comerciante angolana, “mas da Zâmbia para Angola, com a carga faz-se uma a duas semanas, sobretudo, no tempo seco”, acrescentou. O responsável do Posto Fiscal, no Mussuma-Ponte, inspector chefe Naúma Fio, reconheceu as dificuldades que os passageiros têm que ultrapassar durante o percurso. “Há vezes que o combustível (gasolina) acaba antes de chegarem ao destino”,  disse. Referindo-se ao funcionamento do posto, manifestou a insuficiência de efectivos para o controlo eficiente de toda extensão fronteiriça, de forma a evitar que os utentes destes meios escapem ao fisco das autoridades policiais e migratórias. Actualmente existem apenas 12 elementos e são necessários outros dez,  dada a vasta fronteira que o município dos Bundas partilha com a província do Oeste (Zâmbia), onde muitos rios com as nascentes no território nacional desembocam naquele país vizinho,  tendo igualmente apontado a falta de meios de comunicação. O Porto fluvial do Mussuma-Ponte é porta de entrada de cidadão Zambianos e Zimbabweanos, além de angolanos, que trazem consigo diversos produtos que são comercializados em muitos pontos da província do Moxico. Bundas é um dos municípios que faz fronteira com a Zâmbia, a par do Alto-Zambeze, tem a sua sede na Vila de Lumbala-Nguimbo, baptizada de Vila “Gago Coutinho”,  pelo regime colonial português, desde princípios do século passado até à data da independência.
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