o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

domingo, 27 de Julho de 2014

Na velha tradição do leste

S. Martinho do Porto, Camping na baia junto à praia
Ontem depois de jantar estava vendo o telejornal, quando de repente oiço uma voz familiar, o nosso antigo camarada Manuel Cardoso da Silva dando uma entrevista à tvi no Camping da praia em S. Martinho do Porto, na "velha tradição do leste" onde tirocinamos 28 meses, poucos minutos depois o telefone toca, era o Manuel Parreira, perguntando se estava vendo televisão, então porquê...!! Acabei de ver o Silva na TV, é verdade, também eu, está com bom aspecto. Para todos um abraço.   
.
S. Martinho do Porto, Camping
Mais informação em reportagem da TVi - minuto 11:04 em - http://www.tvi.iol.pt/programa/jornal-das-8/4295/videos/156659/video/14172418/1

quinta-feira, 29 de Maio de 2014

Jornal Online - PENACOVA ACTUAL

Os "Panteras Negras" vieram a Penacova realizar o seu almoço anual
Em mais uma missão de solidariedade e amizade, fomos a Penacova, na manhã, do passado sábado, dia 17 acompanhar por momentos a Companhia de Artilharia 3514 "os  panteras Negras", que estiveram em missão de soberania no Leste de Angola. A sua primeira missão chegados a Penacova, ao seu coração comunitário - Largo Alberto Leitão - foi homenagear os mortos em combate depositando uma coroa de flores no memorial que se ali se contra, no qual se encontram os seus nomes inscritos.
.
Imagem junto ao memorial aos Combatentes de Penacova mortos em combate.
Para ler no jornal Online, o artigo na totalidade, aceder ao seguinte link: www.penacovactual.pt/2014/05/os-panteras-negras-vieram-penacova.html#.U4eovvAU_IUnk:
Adeus até ao meu regresso

sábado, 24 de Maio de 2014

Convivio Penacova 2014

Cart.3514 participou no passado fim de semana no 9º convívio em Penacova, sede de concelho, situada na região Centro do País, num local de grande beleza, plantada na margem do rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”),  rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçaco e do Roxo. As origens da povoação remontam ao século IX ou X, provavelmente um baluarte Cristão nas lutas contra os Muçulmanos. Penacova é uma vila rural, rodeada de pequenas aldeias e lugares, quase perdidas no tempo, aninhadas na geografia serrana, que as tem protegido ao longo dos séculos, como é o caso da Portela de Oliveira, Gavinhos, Lorvão, Carvalho, Rebordosa, Sanguinho, Felgar ou Besteira, entre tantas outras. Penacova orgulha-se do seu Património, a Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São João e a de Santo António, o Pelourinho da Vila ou a Quinta da Ribeira, as Capelas da Senhora do Monte Alto e de Nossa Senhora da Guia, são monumentos únicos.
.
A paisagem abrangente é a mais valia da região, como o Miradouro no alto da vila, dispondo de uma magnífica vista sobre o Rio Mondego, ou o Penedo do Castro, bem como os miradouros naturais das Serras da Atalhada e da Aveleira, de onde se observam lugares de rara beleza. O Museu Etnográfico de Penacova e os muitos Moinhos na serrania são imagem de marca desta zona, não esquecendo as albufeiras da Barragem da Raiva e da Aguieira, nas faldas da Serra do Buçaco, únicas para actividades de desporto e lazer.
Mais.
Penacova - Mirador da Vila sobre o rio Mondego
Felicitamos a família Serafim Gonçalves, o António a Odete e a Susana, por nos terem proporcionado este encontro irrepreensível, na sua linda região, onde fomos recebidos com a tradicional hospitalidade beirã. Depois do ponto de encontro, marcado na entrada da vila, rumamos ao Monumento aos Combatentes, uma coroa de flores, uma reflexão sobre todos os camaradas, que partiram na frente, um minuto de silêncio em sua memória. Depois abalamos serra acima a caminho do lugar da Portela de Oliveira, em pleno perímetro serrano, para uma visita ao Museu do Moinho Vitorino Nemésio, onde contemplamos o acervo patrimonial dos artefactos, dos diversos tipos de moinhos vento e do modos vida de então.
.
Penacova - Moinhos da Atalhada
Finalmente tomámos o caminho do complexo rural, da Quinta da Nora em Miro, inserido no meio ambiente, com uma vista aprazível da envolvente, ladeado por jardim atapetado de relva, à chegada, para acordar o paladar, um buffet de salgadinhos com rissóis, croquetes, presunto, tábua de queijos e enchidos vários, degustados com fresquíssimos brancos da região, após a foto de família, um saboroso almoço, sobressaindo na ementa, o bacalhau, o leitão e a chanfana, secundados dum encorpado tinto regional.
.
Penacova - Museu Victorino Nemésio, na Portela da Oliveira
Depois, doces, cafés e digestivos servidos em bar aberto, pela tarde fora, foram companhia de histórias e memórias dum passado longínquo mas sempre presente. Lidas as mensagens escritas e telefónicas dos camaradas que não puderam estar presentes, feitos os discursos de ocasião, repartido o bolo e o champanhe, com o Hino da Cart, a selar um abraço apertado e o até para o ano em Tomar com a organização a cargo do César Correia.
 
Ps. Participaram pela 1ª vez, no encontro cinco camaradas, a quem damos as boas vindas: 1º Cabo, Joaquim Lourenço do Carmo do 1º Gr , 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro, 1º cabo, Serafim da Silveira e Sold/At. José Gomes Barata das Neves do 2º Gr. e também o nosso padeiro António Dias de Freitas, que aqui saudamos.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 20 de Abril de 2014

Já lá vão 42 anos

02- 04-1972,  Domingo de Páscoa - Faz hoje 42 anos que embarcamos para Angola estávamos no RAL3 em Évora, na manhã desse domingo fardados a rigor de atacadores brancos nas botas e luvas brancas formados na parada do quartel.
.
Depois desfilamos  até à Praça do Giraldo onde nos despedimos da cidade, também era domingo de Páscoa, jamais nos vamos esquecer dessa data, como dizia o nosso camarada Araújo Rodrigues com alguma ironia...!! Quem no dia de Páscoa, deambulei-a por tais caminhos, ou não tem família, ou está zangado com a mulher..!! De facto só gente dessa, nos podia ter despachado para Angola nesse dia...!!
Adeus até ao meu regresso.

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Aos Camaradas e Amigos, Panteras Negras

A Páscoa, além de ser uma das festas em que as famílias aproveitam para se reunirem e renovarem os votos de paz e de saúde, para nós” Panteras Negras”, será sempre um dia para recordar até que a nossa memória se extinga; foi num dia de Páscoa, há quarenta e dois anos atrás que abalamos, rumo ao desconhecido, deixando para trás pais, esposas e filhos, namoradas e amigos. Mas salvo duas excepções, de saudosa memória, regressamos e estamos cá para contar a história. Nesta época das festas da páscoa, quero aqui deixar dois apontamentos, com os quais de certeza todos vós concordais. Em primeiro lugar, recordar com muita saudade os nossos camaradas que já não estão entre nós, já partiram desapareceram na curva da estrada desta vida. Por fim, desejar a todos vós – PANTERAS NEGRAS - (no qual incluo como não poderia deixar de ser as vossas famílias) uma PÁSCOA MUITO FELIZ, cheia a de saúde, paz e amor. Já agora, faço também, os votos de que nunca vos falte uns trocados, que neste tempo de crise, ajudam muito.
Para todos um abraço e até ao próximo “GOLPE DE MÃO” marcado para Penacova.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Recordações com 40 anos...!!

De César Correia
Tínhamos chegado á pouco tempo a Luanguinga, e todos, desde o Cmdt. da companhia, aos alferes, furriéis, cabos e praças, se prestaram  a colaborar, na organização de algo que ocupasse a mente nos tempos livres, uma solução foi a pratica desportiva e o favorito era o futebol, mas também o voleibol  a sueca e outros jogos de cartas, faziam parte da actividade lúdica. Outros de forma altruísta dedicaram-se  voluntariamente ao ensino das letras e números, na alfabetização de alguns camaradas que as vicissitudes da vida  não lhe  tinham permitido o acesso à escola enquanto jovens. Uma tarde alguém comentou á minha beira, o Furriel Soares vai formar um grupo Coral, se quiseres participar a malta vai juntar-se no refeitório, «um barracão que servia para esse efeito» claro que queria, ainda hoje gosto de cantar!! Mal ou bem?? Não sei!!! Mas gosto, e com 20 anos!!  Cheguei!!! e lembro-me que já estavam a ensaiar o coro, quantos...!! Não sei, cantavam bem... também não me lembro, só recordo dos vozeirões do Botelho, e do Paulo Ribeiro. Nova canção,  e fui convidado pelo Soares a participar no coro, depois das devidas instruções, começámos a exercitar, levantei a voz para fazer frente aqueles vozeirões, queria dar nas vistas, excedi-me!!!
.
 O exibicionismo custou-me caro, o Maestro comentou em tom irónico. A cantar alto já cá tenho muitos, vai dar uma volta, mentia se disse-se que na altura não tinha ficado chateado, com vergonha, porque achei que não era motivo para ser despachado assim, mas paciência, o coral  foi um sucesso, eu teria tido  muito orgulho em ter participado. Pouco tempo depois, voluntariei-me para formar a Equipa das Obras, com, o Matos do 3º Gr,  o Vaz do 1ºGr,  e o CHEFE???? Furriel Soares, pensei para mim!!! Já estou "F" tramado,  mas não meus caros aqui a música era outra e os instrumentos também, durante mais ou menos dois anos, trabalhamos, colaboramos, discordamos, mas conversamos sempre dentro dos limites com respeito, o objectivo era comum, trabalhar bem, nas muitas e variadas obras que fizemos para a instalação dos serviços da Companhia, e também para o bem estar de todos os Camaradas , e também na construção da famosa Peixaria em Gago Coutinho em que o Mestre Soares, encarregado de  obra discutia e dava suas opiniões a outros mestres de obras já bem credenciados, a ponto de ser-mos convidados para os acabamentos de outras obras..!!! Éramos camaradas, tornamo-nos amigos, fomos companheiros,  aventureiros a ponto de algumas vezes arriscarmos a própria vida,  colaboramos nas mais diversas decisões e ao fim destes quarenta anos tenho orgulho de continuar  a considera-lo um grande AMIGO, pois nem sempre quem te repreende te quer mal. Um Abraço a todos Os Panteras Negras, que espero abraçar em Penacova, e ao Soares, um abraço especial por me ter dado a oportunidade de hoje estar aqui a recordar esta saudosa "estória" de  Amizade

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Do Jornal "Comarca de Arganil"

De Serafim Gonçalves.
Noticia do jornal Comarca de Arganil, publicitando o evento da nossa companhia a realizar no próximo dia 17 em Penacova.
.

quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Louvores e Puxões de Orelhas...!!

"Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973"
O Amigo César Correia continua a surpreender a rapaziada, com estas relíquias documentais com mais de quarenta anos, achadas lá no fundo do seu baú de estimação, esquecido há muito tempo no sótão da sua casa de família em Mosteirinhos. São quatro páginas que fazem parte do nosso passado e da história da companhia, contempladas nos anexos da "Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973" precisamente um ano depois da nossa chegada a África, com muitos louvores e apenas um puxão de orelhas (umas férias no hotel "prisão" do batalhão, para o Álvaro Pina). Os louvados nessa data foram os cabo-verdianos, José Soares da Rosa, Raimundo Mendes Varela, Tomás da Silva, Manuel de Jesus Pina e os continentais, Arlindo António Rodrigues Pais, José Fernando Tavares Ruivo, António Fernando Gabriel Carrusca, José Augusto Amorim dos Santos, José Luís Gonçalves Ribeiro, António Camilo Pinto, Fernando Vicência Carreira, João Artur Carrilho Fogeiro, Augusto José do Carmo Libâneo, David Ramos Vaz, César Pereira Correia, António Manuel Nunes de Matos.


 
Ps: Para aceder aos documentos em tamanho maior, deve fazer um duplo clic com o mouse, sobre a página que quer ler em pormenor.

segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Manuel J. Oliveira, Homenageado em Tavira

Há dias, deparei  na Web com uma notícia já de há seis meses  atrás  que dizia o seguinte:
“No passado dia 27 de Setembro de 2013 teve lugar em Tavira, no Parque de Exposições, a Cerimonia comemorativa do 365º. Aniversário do Regimento de Infantaria Nº 1”.
Sucede  que, ao lê-la com atenção e porque no tempo que eu parti à descoberta “dos algarves” por lá tendo ficado de uma só assentada cerca de três meses, essa unidade militar chamava-se oficialmente CISMI – Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria, mas que,  na linguagem de caserna,  tinha um significado bem diferente e bem marcante, que como todos os ex-furriéis que por lá passaram sabem queria dizer: - Centenas de Infelizes Sacrificados e Martirizados Inocentemente.
.
Bem!... Mas como isto  que acabei de escrever não faz parte da notícia, vamos ao que de facto interessa. Ao ler tal notícia e vendo as fotografias da comemoração do 365º. aniversário do RI 1, numa fila de indivíduos , muito bem alinhados e aprumados, com ar adequado à solenidade do acto, vejo o nosso amigo e antigo camarada de armas Manuel José Oliveira, algarvio dos quatro costados e  residente em Olhão. 
Investigado o assunto verifiquei que, inseridas nas comemorações do RI 1,  em que estiveram presentes os Núcleos da Liga dos Combatentes da região, fora homenageado, entre outros indivíduos, o Manuel José Oliveira, com a Medalha de Campanha da Liga dos Combatentes.
É com imensa alegria, admiração e orgulho que vemos um dos nossos, da Cart3514, da família Panteras Negras,  ser agraciado e homenageado! Aqui deixamos o registo,  mais que merecido, ao nosso camarada e amigo Manuel Oliveira.
.
PARABÉNS OLIVEIRA, muita saúde e felicidades pela vida fora!...
 

sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando..!!

José Barata Gomes Neves, Sold. Atirador nº 032560/71, do 2º Pelotão da Cart3514, deu à costa esta semana, através da pesquisa e empenho do Zé Ramalhosa, que através da Junta de Freguesia conseguiu encontrar este camarada nas faldas da Serra da Estrela, na aldeia e freguesia de Unhais-o-Velho, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde constituiu família e reside actualmente. Já falamos com ele, depois da surpresa enorme que sentiu, ao ouvir do outro lado do atlântico o telefonema do Ramalhosa. Fez questão de enviar a todos os camaradas "panteras negras" um abraço, e pediu  que lhe guardem um lugar á mesa no encontro de Penacova.
Adeus até ao meu regresso

O Joaquim Pinheiro já faleceu..!!

  Joaquim Pinheiro, "éPe", faleceu há uns anos num acidente de motorizada na sua zona de residência, nascido em 1950 na freguesia de Mancelos - Amarante. Era 1º Cabo Atirador nº 155242/71 do 2º pelotão da Cart3514, o Zé Ramalhosa andava e anda empenhado em saber da rapaziada do seu grupo, não chegou a tempo, o "éPe", camarada de muitas jornadas, que muito respeitávamos pelo seu carisma, carácter, companheirismo, disponibilidade e muito empenho aquando da sua participação, com o António Soares na acção de alfabetização e escolarização dos camaradas a quem a sorte das letras não tinha sorrido na infância. Chegámos tarde, mas não vamos deixar de expressar  aqui a  nossa tristeza e solidariedade aos familiares, e como sempre reafirmar-mos, o Joaquim Pinheiro e todos os outros camaradas que partiram na frente, serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando...!!

Serafim da Silveira 1º Cabo Atirador, nº mec.  156407/71 do 2º Pelotão da Cart.3514, residente numa freguesia de Amarante, depois de alguns anos de labuta em França, acaba de regressar ao nosso conhecimento, 40 anos após o regresso de Angola. O  seu antigo camada e comandante, José Ramalhosa, á muito que tentava,  saber do seu paradeiro, e também, do Joaquim Pinheiro (Epe) que ao que parece, também está em vias de dar à costa, já sabemos que reside em Mancelos no concelho de Amarante. O José Luís Gonçalves Ribeiro foi  há dias à procura do Silveira e com algumas lembranças da sua naturalidade, conseguiu  encontra-lo em Freixo de Baixo onde reside com a família. Já falamos com ele, está aposentado e este ano em Maio, quer  reencontrar em Penacova os antigos camaradas "panteras negras"  a quem envia um grande abraço.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Convivio Penacova 2014

 O 9º Convívio da CART. 3514 vai realizar-se no Concelho de Penacova no próximo dia 17 de Maio de 2014, a cargo do nosso camarada António Serafim Oliveira Gonçalves que este ano tomou em mãos a sua organização. O ponto de encontro  e o restaurante  onde iremos conviver, será brevemente anunciado e enviado via CTT com mapa das vias de acesso, ementa e hotéis com preçários de forma a que cada qual possa organizar antecipadamente a sua viagem e estadia.
Adeus até ao meu regresso  

quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014

Faleceu Albertino Inácio Martins Grilo

Faleceu no passado  mês Dezembro o nosso antigo camarada de armas, Albertino Inácio Martins Grilo, 63 anos nascido em Fevereiro de 1950, natural do Pilado, concelho da Marinha Grande, ex-militar do 4º pelotão. Tomámos conhecimento da partida de mais um amigo de muitas jornadas, que muito prezavamos pelo seu carácter e lealdade. Em nome de todos os nossos camaradas, queremos associar-nos e deixar uma palavra de carinho e expressar  a nossa tristeza e solidariedade aos familiares, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos  reafirmar mais uma vez, que o Albertino Grilo e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 15 de Dezembro de 2013

É NATAL…


Não poderei falar de Natal sem fazer uma viagem aos tempos da minha infância em que o Natal era bem simples, sem correrias, sem presentes, sem luzes, sem confusões …
Recordo com muita saudade e  nostalgia,  a minha família reunida ao redor de uma lareira que crepitava chamas de amor que inundava o coração de todos num serão em que os doces e fritos característicos da época  temperavam a festa para delícia de crianças e adultos. A magia do Natal começa e rapidamente termina. Tanta azáfama, tanta preparação e num instante chega ao fim.Mas o  Natal dos dias de  hoje,  ainda vale pela partilha e pela festa em família.
É, por isso, pelo espírito de  partilha  que quero desejar a  todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Para Vós um forte abraço do camarada e amigo,
Manuel Monteiro

sábado, 30 de Novembro de 2013

Recordações D´Outrora

De José da Cunha Ramalhosa
Há dias o Ramalhosa falou dos EUA ao telefone, para informar do paradeiro do 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro do 2º Grupo, e também duma relíquia "africana" que encontrou no sótão da casa dos Pais, na última visita a Lanhelas, sua terra natal, que vai subsistindo à mais de quarenta anos, ao rigor do tempo ao caruncho e à corrosão, que não resisti em publicar..!!
.
Falamos da imprescindível e célebre mala (arca) construída em madeira e revestida a chapa, que quase todos adquirimos em Gago Coutinho, na loja do Sr. Almeida ou Aníbal, não tenho presente e nos acompanhou de destacamento em destacamento com os nossos haveres do dia a dia ao longo dos dois anos e tal, que malhamos no leste de Angola.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Sobreviventes do Nosso Tempo

Alguns Mininos também sobreviveram:
Gostei imensamente ao tomar conhecimento de que foste um do sobreviventes da guerra colonial, eu nasci em 1968 na Vila Gago Coutinho, hoje Lumbala-Nguimbo, no bairro Chinhundo, recordas um bairro que estava junto ao quartel ou ao escassos metros da  pista de aterragem, cresci neste bairro só aos 20 anos é que sai quando, andei um pouco.
 
Quando recordo na altura ainda como criança, íamos muitas vezes no quartel, junto do meu mano, agora é falecido, havia muitos rapazitos cambuta á espera de sopa na cozinha dos soldados portugueses, deixando os estudos na escola e esperando a famosa sopa como se chamava no grupo dos "TUSOPEIROS".
 
Há vezes, eu gosto de perguntar o meu  Pai, a vida como era no passado, ele conta o momento em que eles vendiam cera e peixe nos lojas dos Europeus, a construção da Igreja de S. Bonifácio da Missão Católica e os campos de mandioca e outros assuntos interessantes da vida do Município, aqui até este momento há gente velha ou quadros que viveram na era colonial contam cenas maningue.
 
O meu Chefe, ele na altura trabalhou na Administração Colonial e conta como trabalhava com os Administradores de Vila Gago-Coutinho tudo aquilo me dá gosto de ouvir aquelas historias do passado recente Angola.
 
Me recordam, os helicóptero quando iam nos caça abatiam os palancas e outros animais, voltavam amarrados nos pata, numas das vezes aterravam na baixa do rio Lumbala,  deixavam os carne nas suas namoradas, dá riso e alegria quando estamos juntos, os meus velhos a recapitular ou a tirar a radiografia da vida ou tempo colonial.
 
Não ficas cansado de reportar e mandar sites, onde é possível encontrar algum material da Museologia do Município, um mapa politico administrativo da era colonial por exemplo, como se chamava as aldeias ou sanzalas na era colonial, porque os bairros actuais alguns nomes sofreram alteração devido o tempo.
Aquele abração
17 de Novembro de 2013
L. J. M.
PS: este mail foi recebido na nossa caixa de correio a semana passada, remetido da antiga Vila Gago Coutinho por um rapazinho que no nosso tempo tinha apenas cinco anos de idade, e que hoje através das novas tecnologias  chegou até nós com estas palavras de ocasião, fazendo nos recordar alguns dos bons momentos que também lá passamos, contacto que iremos preservar e explorar com muito empenho.

sexta-feira, 1 de Novembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando...!!

José Luís Gonçalves Ribeiro - 1º Cabo Ap.de Met. nº 156768/71 do 2º pelotão.
Há dias falei com o Ramalhosa pelo telefone para New Jersey nos EUA, por causa do nosso próximo convívio 2014 que se vai realizar em Penacova no distrito de Coimbra, e do outro lado do Atlântico chegaram noticias sobre este nosso antigo camarada de armas, conhecido e tratado carinhosamente no seio da companhia por “Reguila”, alcunha que ainda hoje recorda, mas não sabe quem o apadrinhou, reside no concelho de S. Tirso, desde longa data. Já falei com ele ao telefone, lamenta muito não ter tido conhecimento há mais tempo dos nossos convívios mas promete não faltar ao próximo em Penacova, aproveitou também para enviar um abraço a todo o pessoal.
Adeus até ao meu regresso 

quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

Pequeno Apontamento

Já passaram uns dias sobre  o convívio dos Panteras Negras, desta feita, em Lagoa no Algarve, daí já haver tempo suficiente para refletirmos sobre a festa e sobre a "Família Panteras Negras".Claro que o Reino dos Algarves, fica lá longe e daí uma das razões prováveis para que este ano o grupo tivesse sido mais pequeno; cerca de 30 elementos. Mas embora menos fizemos uma grande festa em  que, como já disse o António Carvalho no post anterior, a fasquia esteve  alta sendo por isso difícil conseguir-se melhor.  Não posso deixar de louvar os organizadores, mas seria um erro grosseiro não deixar aqui um abraço especial ao Augusto Pires pela hospitalidade com que nos recebeu, pela disponibilidade que sempre teve para nos acompanhar em todos os passos que alguns de nós demos em Lagoa. Ele orientou por telefone todos os que foram chegando na sexta feira ao final da tarde, indicando o melhor trajeto para Lagoa, indo ao nosso encontro, conduzindo-nos ao alojamento que, em devido tempo e por seu intermédio, tinha sido reservado no Aparthotel Solférias. Esperou que nos instalássemos e voltou a ser o nosso guia até ao  Auditório Municipal de Lagoa onde no Sábado iria ser  o ponto de encontro de todo o pessoal. Só faltou pegar-nos na mão para atravessarmos a rua sem nos perdermos. Além de tudo o mais que por nós fizeste, amigo Augusto Pires,  um muitíssimo OBRIGADO e um forte abraço. É sempre com alegria e até alguma comoção, porque não dizê-lo, que em cada convívio, a cada ano, abraçamos os Amigos, antigos camaradas, com quem partilhamos aqueles duros vinte e sete meses. Renovamos a promessa de, para o ano , voltarmo-nos a abraçar. Depois, infelizmente algumas dessas promessas ficam por cumprir. Com muita mágoa e pesar verificamos que alguns já não estão presentes por já terem partido primeiro e desaparecido na curva da estrada da vida terrena como já algures, neste mesmo blogue, o afirmei.
Mas mudando de agulhas, não posso também deixar em claro uma situação estranha neste tipo de convívios. A ausência continuada do  nosso Comandante de Companhia. Em todos os blogues que sigo sobre a temática de antigos combatentes de Angola, da Guiné e de Moçambique, nas suas festas anuais, é raro o evento em que o Cmdt de Companhia não está presente e durante ou no final da festa fala àqueles que foram os seus militares e às suas famílias. Eu, em minha modesta opinião, acho de bom tom, fica muito bem e é assim como que a cereja que remata a decoração de um bolo de aniversário. E durante os nossos convívios, nas nossas conversas, verifico que há já muita gente a partilhar da minha opinião.Espero que o nosso Comandante de Companhia, não esteja aborrecido com nenhum dos elementos da CArt.  Ninguém está isento de erros. Mas se os houve, já ocorreram há quarenta anos atrás, já estão esquecidos. E se algum houve que não foi esquecido, então caros camaradas, quem por esse motivo não está presente, não quer ou não sabe celebrar a AMIZADE e não faz falta nos nossos convívios.Depois desta reflexão que já vai longa, afirmo uma vez mais que os nossos convívios servem única e exclusivamente para celebrar a AMIZADE entre nós PANTERAS NEGRAS e as nossas famílias que se acostumaram  a acompanhar-nos e a vivê-la com o mesmo entusiasmo que nós a vivemos.
Para todos os Panteras Negras e suas famílias, votos de uma ótima saúde e um grande abraço.

domingo, 29 de Setembro de 2013

Convívio, Lagoa - Algarve 2013

A Cart 3514 participou no passado fim de semana, no 8º encontro convívio no Município de Lagoa, região com vestígios arqueológicos e marcas históricas de sucessivas épocas, presente em cada monumento, em cada cenário, desde o Arade  ao barrocal. A estadia foi no aparthotel Solférias, rodeado de falésias douradas e deslumbrantes vistas, ao longo do mais belo trecho da orla costeira algarvia, com recortes caprichosos, que guardam praias de areia fina, desde Nª. Senhora da Rocha ao Ferragudo, de Albandeira a Benagil, do Carvoeiro ao Pintadinho, não olvidando a praia da Marinha, qual delas a mais bela e recatada, clima ideal para uns dias de férias, com sol ameno e a temperatura da água a rondar os 25º uma pequena maravilha.
Convívio Lagoa 2013 - Foto de Família  
O encontro começou a meio da manhã junto ao Auditório Municipal, com cerca de três dezenas de “panteras negras” na companhia de familiares e amigos, onde iniciamos o roteiro com a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes de Lagoa em memória de todos camaradas falecidos, de seguida, uma visita guiada ao museu no Convento de S. José com arte sacra, onde o espólio do ultimo governador de Macau, Gen. Rocha Vieira sobressai pelo seu esplendor e valor histórico.Cerca do meio-dia rumamos ao restaurante, situado num local de grande beleza, enquadrado pelo verde dos “greens do Pestana Golf Resorts” em Vale da Pinta, onde nos serviram à chegada um refrescante cocktail, acompanhado de um vasto sortido de salgadinhos, abriram-se as portas ao som do nosso hino… uma surpresa da organização que aplaudimos, depois um almoço gourmet, que se prolongou tarde adentro com música, bailarico, fado e muita animação, dissertações acaloradas sobre histórias e memórias, em fim de festa, o tradicional bolo com champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado e o adeus até para o ano, se Deus quiser.
Este ano o convívio esteve a cargo do Emílio Pires do Hélder e do Águas, decorreu de forma impecável, posso afirmar, podemos fazer igual, melhor não será tarefa fácil, quero por tudo isto deixar aqui expresso um grande elogio à organização, em especial ao Pires à Esposa e ao filho Bruno, pela disponibilidade, hospitalidade e simpatia e também pelo excelente churrasco no domingo, obrigado camaradas do Algarve.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 28 de Setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lourenço do Carmo - 1º Cabo Ap. Morteiros nº 099265/71 do 1º Pelotão. Há muito que o tentávamos localizar, sabíamos que trabalhava como carpinteiro de cenários, e o Victor Melo chegou a ver o nome do Carmo como técnico de cenários a correr algumas vezes no final das peças, passadas em televisão. No passado dia 16 a caminho do Algarve, fiz uma pequena paragem ocasional na vila de Ourique, sentados no jardim meia dúzia de alentejanos conversavam animadamente quando os interpelei, procurando saber se conheciam este antigo camarada nascido no concelho, algo desconfiados com a abordagem, apresentei-me disse para onde ia e acrescentei mais alguma informação, que um seu irmão mais velho julgo que o Jacinto era na época carpinteiro de cenários numa empresa de teatro em Lisboa, eh pá, diz um, essa gente são conhecidos pelos "alcunha", outro,  aqui pelos apelidos ninguém o conhece, outro, então pois o Joaquim trabalhava lá em Lisboa para o L´Féria, outro, há ai quem diga que tem casa ali para o Garvão, outro, ouvi dizer que foi operado há tempos, logo outro lembrou que trabalhava com um irmão na câmara, perguntei se sabia o nº de telemóvel, não, mas tome lá o meu e daqui a três semanas telefone-me que ele está de baixa por acidente, conferi o nº ligando o telemóvel , batia certo, agradeci a informação do sr. Ernesto, despedi-me dos compadres e abalei a caminho dos Algarves. Dias depois recebo uma mensagem "SMS" sou o Joaquim  Lourenço do Carmo com um nº de telefone adjacente. Já falei com ele está reformado tem de facto casa no Baixo Alentejo mas mora em Lisboa, prometeu estar presente no próximo convívio, e deixou também um abraço a todos os camaradas de armas que com ele privaram em África.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lopes Gonçalves mais conhecido por “Beringel” na Cart3514, antigo condutor-auto, natural de Beringel ali para os lados de Beja, destacado no 1º grupo nos acampamentos do Lumbango e na Pedreira do Nengo,durante algum tempo. Como é hábito nesta rubrica destacar o regresso de camaradas após muitos anos de ausência, mas nunca esquecidos, o Gonçalves volta  a reencontrar os camaradas "panteras negras" trinta e nove anos depois, no próximo almoço convívio, actualmente na situação de aposentado, decidiu  este ano, associar-se ao evento e viajar até Lagoa no Algarve na companhia do António Carocinho “Beja”.
.
1972 - Cidio Vaz, Gaspar, Alf. Rodrigues, Tomás Silva, Conceição, Jesuino, Melo, Beringel, Carvalho e Pinto 
Recordo uma pequena "estória", que jamais esquecerei passada numa tarde de Novembro de 1973, comemorámos nessa data o S. Martinho na Colina do Nengo com uma assada de castanhas, bem regada com vinho e cerveja, no final do magusto já com o sol no horizonte, partimos a caminho da Pedreira do Nengo, com alguns já de vela encharcada, o condutor do velho burrinho do mato era o Joaquim Gonçalves “Beringel”, bom rapaz, mas um pouco nevoso que fervia em pouca água, a pouca distancia do destacamento, havia  uma curva manhosa na picada de terra batida, que contornava uma pequena enseada na orla da mata, o excesso de velocidade, o lusco-fusco e alguma negligência, provocaram um pequeno acidente, com a queda aparatosa duns três ou quatro que iam sentados no estrado do Unimog, projectados borda fora para o meio da mata,  de entre eles o saudoso Simplício Caetano, que com um grão na asa, não era farrapo de assoar. 
.
!972 - Joaquim Gonçalves e Carvalho
Após a chegada e apesar de não ter havido feridos, instalou-se a confusão, mais pelo efeito colateral dos vapores etílicos do que pelo trauma, não paravam de pedir satisfações ao condutor, palavra puxa palavra, entornaram o caldo, com o Caetano a tentar tirar esforço e o Beringel de canhota em punho a puxar a culatra a trás, com o restante pessoal a travar a contenda e a sanar a situação, no outro dia quando tentamos averiguar a desmanda e admoestar os prevaricadores com algumas "guardas à benfica"  já ninguém se lembrava com rigor do incidente, apesar de alguns hematomas à vista e à mistura, que há dias recordei ao telefone em conversa com o Joaquim Gonçalves. 
Adeus até ao meu regresso

sábado, 7 de Setembro de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Rei Mwene Mbandu III
Um desfile de palhaços (homens mascarados) e a exibição de danças tradicionais marcaram no passado mês de Agosto, o inicio das festividades do quinto aniversário da entronização do Rei Mwene Mbandu III, na vila de Lumbala Nguimbo, província do Moxico. No programa comemorativo houve intervenções do Administrador Municipal, Sr. José Miguel Madunda, e do Rei aniversariante, assim como apresentação de dádivas e ofertas para o Rei.
.
A exibição de peças de artesanato, alimentação, ervas medicinais e bebidas tradicionais do povo Mbunda constaram também no evento da efeméride.O reino de Mwene Mbandu III abrange os municípios dos Bundas e Luchazes na província do Moxico, e estende-se ao Kuando Kubango, assim como às repúblicas da Zâmbia, Namíbia, Zimbabwe e Republica do Congo Democrático.
Mais informação em:
http://www.mbundakingdom.org/Lithathe-Lya-Miondo-Ya-Mbunda%202012.htm

quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

8º Convívio Lagoa 2013

Amigos e Camaradas
Na tentativa de relembrar e manter a nossa forte amizade, consolidada nos momentos que passámos entre 1972 e 1974, temos o imenso prazer de organizar e convidar-te a participar, assim como a tua família, a mais um convívio, desta vez a ser realizado na cidade de Lagos, no Algarve.
O evento que se vai realizar no dia 21 de Setembro de 2013, tem o seguinte programa:
- 09h30m: às 10h30m: Ponto de encontro junto ao Auditório Municipal de Lagoa.
-10h30m: às  12h30m: Visitas ao monumento em memória dos combatentes e convento de S. José
- 12h45m: Partida para o Restaurante Pestana Golf  e Resort, "Casa do Clube Vale da Pinta"
Confirmem a vossa presença até ao dia 10 de Setembro, contamos com todos vós.
         Boa viagem.
        Um abraço
        A Organização

quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Estrada Lumbala Nguimbo - Ninda
Carlos Veigas, que falava à margem da visita que o governador provincial do Moxico efectuou à referida estrada, acrescentou que três das quatros pontes de betão previstas na empreitada, já se encontram concluídas.O soba Abel Calumbuana disse que o desenvolvimento da comuna do Ninda depende muito da recuperação desta via, por ser a única maneira das pessoas se deslocarem e lembrou que as vias de acesso foram destruídas durante o conflito armado e, com a paz, o Executivo tem feito tudo para repor as ligações e possibilitar a circulação de pessoas e bens. “Estamos satisfeitos, porque há muito esperávamos que a estrada de Lumbala-Nguimbo a Ninda fosse reabilitada. Agora estamos a ver, com os nossos próprios olhos, o trabalho que está a ser desenvolvido”, argumentou.
.
O governador do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade” garantiu que, nos próximos cinco anos, o Governo prevê recuperar as vias secundárias e terciárias, numa extensão de 2.401 quilómetros de estradas, incluindo pontes nos troços a serem intervencionados. Além disso, encorajou o empreiteiro a imprimir mais dinamismo aos trabalhos, para que as obras sejam concluídas dentro dos prazos previstos no contrato

Colina do Nengo em 2013

Recebi hoje através do mail três imagens do que resta actualmente do destacamento que construímos no 2º semestre de 1972 na Colina do Nengo, para a sede do comando da Cart3514, hoje apenas existem à vista, pequenas parcelas do pavimento em cimento usado nas construções do comando, dos serviços e da ferrugem, com destaque para a rotunda oval que havia no meio da parada, construída em cimento, que albergava no centro um pedestal maciço, onde estava encastoado uma placa com o guião da companhia e o mastro da nossa bandeira.
.
Imagem fictícia da rotunda com a base do guião e o mastro da bandeira....!!!! 

Imagem da rotunda em ruinas, na Colina do Nengo em 28-07-2013
O César Correia diz que a longevidade daquela construção se deve aos materiais utilizados na obra, blocos de cimento moldados e compactados pelos mestres no local, “cimento, areia, capim e água” e depois muito sol.
.
Rotunda existente na parada, à data da partida em Junho de 74
Há muito tempo que o Dias Monteiro tinha metido uma cunha ao nosso amigo do “norte”para ele efectuar uma visita ao Nengo, local com algum simbolismo para muitos de nós que lá vivemos praticamente dois anos, havia vontade de saber se ainda existia lá algum rasto da nossa “pegada”. A visita foi realizada no passado fim de semana com alguma dificuldade para o jipe, o acesso lá acima com três centenas de metros de picada, foi invadido pela mata, assim como a parada hoje infestada de capim, bissapas e algumas árvores de médio porte, a panorâmica que conhecemos do destacamento, só a nossa memória e as imagens existentes podem provar que em tempos ali existiu uma pequena civilização, que a natureza acabou por reabilitar, passados apenas quarenta anos.
.
Ps: Estas imagens e todas as outras que nos têm chegado do leste, devem-se à gentileza dum amigo, que está a algum tempo na zona por motivos profissionais, e que nos contactou através do nosso Blog, depois de constatar na Internet o nossa curiosidade pela evolução do local, e do conhecimento da nossa presença durante vinte oito meses, no sub-sector da antiga Vila Gago Coutinho, denominada actualmente de Lumbala Nguimbo, sede Municipal dos Bundas,
Adeus até ao meu regresso

sábado, 3 de Agosto de 2013

Convivio < Lagoa / Algarve > 2013

O 8º almoço convívio da Cart.3514 vai realizar-se em Lagoa no Algarve no dia 21 de Setembro, (sábado) com o local, menus e preços já definidos, estando também assegurado, apartamentos individuais para casais em aparthotel com preços especiais. A organização deste evento está a cargo dos camaradas, Augusto Pires, Hélder dos Santos e André Águas, que dentro de dias farão chegar a todos os "panteras negras" via CTT, o convite detalhado, com restaurante, menu, estadia, preços, itinerários, local do ponto de encontro e telefones de contacto.
Amigos organizar um convívio não é difícil, mas dá muito trabalho, as responsabilidades assumidas com o restaurante para ene pessoas, não responder ao convite, deixar a confirmação do sim ou não para o ultimo dia, obrigando a organização a ter de telefonar, causa muito stress.
Pelo atrás exposto faço um apelo a todos os camaradas a gentileza de responderem ao convite dentro do prazo referido, independentemente de poderem estar ou não presentes, afim de sabermos noticias vossas que é afinal o espírito que norteia estes convívios, podendo deixar sempre que queira, uma mensagem aos companheiros presentes, que será transmitida no dia do evento.
Boa viagem e um abraço

quarta-feira, 17 de Julho de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Governador constata obras sociais nos Bundas e Luchazes
O governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, iniciou hoje, quinta-feira, um périplo de dois dias nos Bundas  para a constatação das obras sociais em curso nessas circunscrições.
Na sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), o governante vai se inteirar do grau de execução física de duas escolas T12 e T14, do mercado municipal e do troço rodoviário Lumbala-Nguimbo (Antiga vila Gago Coutinho) /Ninda (84 quilómetros).
.
Saida sul de Lumbala Nguimbo para Ninda

domingo, 23 de Junho de 2013

Curiosidade, mas também Orgulho.

Sandra Teixeira, atleta de meio fundo no Sporting Clube de Portugal, filha do nosso antigo camarada de armas Adriano Mendes Teixeira, do 2º pelotão da Cart3514 participou este fim-de-semana em Dublin na Republica da Irlanda, no Campeonato da Europa de Nações, nas provas de 800 e 1500 metros em representação da Selecção Nacional de Atletismo.
.
Selecção de Portugal que disputou  este fim de semana o Campeonato da Europa de Nações em Dublin na Irlanda

domingo, 16 de Junho de 2013

Adriano, Boas Melhoras

Hoje encontrei no facebook estas duas praças da 3514
O César Correia numa visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar de Lisboa onde está internado, com uma úlcera no estômago, já debelada e em recuperação, gostei da ideia e do companheirismo sempre presente do César ao levar as t-shirts com o logotipo da colina do nengo estampada, para oferecer ao Adriano, em memória dos velhos tempos compartilhados algures no cu de judas. Ao Adriano mais uma vez o desejo de boas melhoras e rápida recuperação.
César Correia de visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar em Lisboa
  

sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Igreja de S. Bonifácio reinaugurada
Os fiéis católicos de Lumbala-Nguimbo ganharam, neste domingo, uma nova paróquia com capacidade para mais de 300 pessoas sentadas, inaugurada pelo arcebispo de Saurimo (Lunda Sul), Dom Manuel Imbamba. O templo da missão, denominada São Bonifácio, foi inaugurada em Outubro de 1953 e as obras de ampliação tiveram a duração de nove meses, financiadas pelo Governo provincial, administração municipal dos Bundas, parceiros sociais e apoios dos fiéis. Ao falar na homília, o arcebispo dom Manuel Imbamba disse que é grande a gratidão com que a comunidade católica celebrou o evento, por receberem uma casa de Deus que vai ajudar a fortificar o evangelho de Cristo na região. Segundo ele, a paróquia está devidamente renovada em todos os aspectos, para proporcionar a graça e a salvação de Deus. 
Igreja de S. Bonifácio reinaugurada no passado domingo após obras.
 Acrescentou que a Igreja além de espelhar a arte, a beleza arquitectónica, artística e as pedras mortas, espelha sobretudo a beleza da nova comunhão e das pedras vivas que visam implorar à Deus tudo aquilo que os fiéis precisam para o cumprimento da fé. Em sua óptica, a igreja é um edifício, um lugar propício e um lugar privilegiado onde os fiéis reúnem, corrigem, comprometem e exigem a mudança e alimentam a sua fé, para caminharem sempre de acordo com a vontade do Senhor. Na ocasião, o prelado católico exortou aos fiéis a fazerem do referido templo um lugar onde todos acorrem para que Deus os ajude, orienta e dê a luz que precisam para puderem fazer boas escolhas, bons discernimentos e poderem caminhar conforme o querer de dele.
 Igreja de S. Bonifácio de novo ao serviço dos fiéis, (destruida na guerra civil de Angola)
Manuel Imbamba disse ainda que “a igreja é a casa onde os fiéis procuram o sacramento e aqueles sinais visíveis que nos ajudam a estarmos sempre a brilhar como filhos e filhas de Deus, onde se celebra a eucaristia para alimentar a fé e fortificar o evangelho de Deus. Advertiu que a igreja nunca deve ser uma casa da desordem, de desunião, da intolerância e de situações odiosas que levam os fiéis a viver de costas viradas para com Deus e para com os irmãos, mas sim é a casa onde cada um se sinta amado por Deus. Assistiram a cerimónia, membros do governo provincial, da administração municipal, autoridades tradicionais, fiéis católicos e a população em geral.

quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Antiga Vila Gago Coutinho - O comércio fronteiriço entre os municípios dos Bundas em Angola e as localidades do Kalapu e Mungu na Zâmbia, está a crescer e melhorar significativamente, apesar de alguns constrangimentos na transportação de mercadorias por via fluvial, constatou esta quinta-feira, a Angop no local. No Porto fluvial do Mussuma-Ponte, na parte angolana atracam quatro a cinco canoas a motor por dia, trazendo a bordo mercadorias diversas, com destaque para bens alimentares, roupas de diferentes qualidades e origens,  bem como outros produtos industriais. As canoas de 15 metros de comprimento e dois de largura transportam da Zâmbia 15 toneladas de diferenciadas mercadorias e dez a 20 passageiros a abordo, percorrendo 75 quilómetros das localidades zambianas acima citadas até ao Porto fluvial do Mussuma-Ponte 10 kms a sul de Lumbala Nguimbo, sede municipal dos Bundas.
.
Porto Fluvial do Mussuma-Ponte
Rebeca Jinguissa, uma das angolanas interpeladas na altura que estava a embarcar para o Mungu, explicou que durante a viagem encontram muitos obstáculos, superados quase sempre, devido a experiência dos tripulantes das canoas. “A viagem de Angola à Zâmbia demora quatro a cinco dias, devido ao aumento do caudal dos rios neste tempo chuvoso” disse a comerciante angolana, “mas da Zâmbia para Angola, com a carga faz-se uma a duas semanas, sobretudo, no tempo seco”, acrescentou. O responsável do Posto Fiscal, no Mussuma-Ponte, inspector chefe Naúma Fio, reconheceu as dificuldades que os passageiros têm que ultrapassar durante o percurso. “Há vezes que o combustível (gasolina) acaba antes de chegarem ao destino”,  disse. Referindo-se ao funcionamento do posto, manifestou a insuficiência de efectivos para o controlo eficiente de toda extensão fronteiriça, de forma a evitar que os utentes destes meios escapem ao fisco das autoridades policiais e migratórias. Actualmente existem apenas 12 elementos e são necessários outros dez,  dada a vasta fronteira que o município dos Bundas partilha com a província do Oeste (Zâmbia), onde muitos rios com as nascentes no território nacional desembocam naquele país vizinho,  tendo igualmente apontado a falta de meios de comunicação. O Porto fluvial do Mussuma-Ponte é porta de entrada de cidadão Zambianos e Zimbabweanos, além de angolanos, que trazem consigo diversos produtos que são comercializados em muitos pontos da província do Moxico. Bundas é um dos municípios que faz fronteira com a Zâmbia, a par do Alto-Zambeze, tem a sua sede na Vila de Lumbala-Nguimbo, baptizada de Vila “Gago Coutinho”,  pelo regime colonial português, desde princípios do século passado até à data da independência.
  • AngolaPress
  • quarta-feira, 8 de Maio de 2013

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    A Administração Municipal dos Bundas aposta nos sectores social e económico intensificando este ano diversas acções no sector social, para melhorar as condições de vida das populações locais, afirmou hoje, o seu administrador, José Miguel Mandunda. Em declarações à Angop, o responsável fez saber que, no âmbito do programa municipal integrado para o desenvolvimento rural e de combate à pobreza, foram gizadas acções que contemplam a construção de uma escola primária, na povoação do Luio, esquadra policial e residência para o comandante comunal de Luvuei. 
    Na povoação do Nengo, a administração projectou construir uma  escola primária, no Ninda e Sessa, um centro de saúde com capacidade para 30 camas e a respectiva residência para os enfermeiros. Quanto ao sector da agricultura, José Mandunda anunciou a construção de um armazém para a conservação de produtos agrícolas, na comuna de Luvuei, e aquisição antecipada de imputs e sementes agrícolas para a próxima campanha, bem como incentivar os camponeses a criarem associações para terem acesso ao crédito agrícola.
    Satisfeito pela reabilitação e ampliação da estrada que liga a sede municipal à cidade do Luena, disse que a sua conclusão, em 2014, irá melhorar a fluidez na circulação de pessoas e consequente escoamento de produtos de campo para os maiores centros de consumo. Quanto às estradas que ligam Lumbala Nguimbo com as comunas, disse que o maior constrangimento era chegar às comunas do Sessa, mas a administração, no quadro do programa municipal integrado, conseguiu repor duas pontes sobre o rio Lucula e sete pontecos na estrada que liga à comuna do Mussuma.
    No capítulo de energia e águas, José Mundunda explicou que apenas a sede do município possui um grupo gerador que permite a iluminação pública e domiciliar na vila e bairros periféricos, ao passo que o sistema de captação, tratamento e distribuição de água instalado em 2011 funciona regularmente.  
  • AngolaPress
  • segunda-feira, 6 de Maio de 2013

    Milicianos, Os Peões das Nicas

    Escrito deixado em Luanguinga pelo CMDT da Companhia de Caçadores 3370, que rendemos em Abril de 1972 - (E depois desta, outras obras se farão por outros Homens que fechando os olhos á cor da pele, construirão essas casas e viverão em comunidade segundo as leis que eles própios criaram, e o que dantes era nada, depois de ser alguma coisa tem possibilidade de ser tudo e podes estar certo soldado de que esses homens jamais esquecerão que foste tu o verdadeiro agente desta obra quando, humildemente assentaste a primeira pedra dos alicerces desta casa. O CMDT da C.CAÇ. 3370 - Rui Neves)
    .
    Luanguinga 1972 - Bernardino Careca na entrada das Trms
    Rui Neves da Silva, foi mobilizado pelo BC10-Chaves e formou uma subunidade de infantaria, com destino ao reforço da guarnição normal da RMA; em 15Mai71 embarcou no NTT "Vera Cruz" rumo a Luanda, como capitão miliciano comandante da CCaç.3370; após desembarque seguiu para o sudoeste de Angola, aquartelando em Luanguinga no sub-sector de Gago Coutinho (onde reencontrou o capitão Melo Antunes comandante de duma Cart do Bart 3835, e conheceu o alferes miliciano Lobo Antunes, médico do mesmo batalhão ali estacionado) após intensa actividade operacional, regressou, sem baixas de nota na sua subunidade. O seu primeiro contacto com a arte literária ocorreu em 1958, quando publicou clandestinamente um opúsculo onde, criticava o establishment na instituição de ensino que então frequentava. Mais tarde escreveu sob pseudónimos diversos, para a extinta Agência Portuguesa de Revistas, dezenas de livros que ele próprio desde sempre caracterizou como literatura de sobrevivência, depois em 2007 o ingresso a séria no mundo literário com a publicação de: Nós, os que sobreviveram à guerra e à indiferença a que depois nos votaram, somos os remorsos vivos dos responsáveis pelo tempo perdido e pelos sofrimentos passados em terras que depois reconheceram, mas tarde de mais, que afinal não eram nossas em - Milicianos, Os Peões das Nicas -

    segunda-feira, 1 de Abril de 2013

    Estórias de Angola

    Emissora do Nengo
    De vez em quando chegavam á companhia através do movimento nacional feminino MNF da “Súpico Pinto” uma resma de revistas já lidas e relidas, para entreter a tropa no mato, reportando vários assuntos, e anúncios diversos, que líamos e relíamos da primeira à última página, um anúncio sobre um curso, por correspondência, de Montador de Rádio  e TV da Álvaro Torrão, entusiasmou o Melo,  que o subscreveu primeiro e  mais tarde encorajou o Arlindo Sousa a aderir, depois de chegar o primeiro módulo com o chassis e a placa perfurada onde eram montados todos os circuitos e os componentes, o projecto consistia em montar um rádio emissor, com a ajuda dum manual de instrução técnica que englobava um diagrama eléctrico e um de montagem, mais uma mescla de material que chegava mensalmente no correio em kits, que depois de armados e testados eram soldados a estanho, ao final da tarde no kimbo das transmissões, passo a passo conseguiram afinar e pôr o caixote a emitir, não me recordo em que frequência, mas com um raio de amplitude limitada, na ordem dos 40/50 metros.
    .
    Colina do Nengo, Natal de 1973 - Dinis, Paulo, Careca e Pimenta. Em cima, Oliveira trms, Marques Tavares e Carrusca
    Na época 73/74 o FC Porto tinha adquirido o Cubilhas e havia muita expectativa por parte dos adeptos, na conquista do campeonato, de entre eles sobressaia o carismático, Barbosa das Neves do 3º grupo, mais conhecido pela alcunha artística de “Hippy”, que sofria com os desaires do dragão e com as farpas do Pereirinha, e dos encarnados do SLB que lhe atormentava o capacete a toda a hora.
    .
    Luanguinga - Medeiros, Ramalhosa, Diogo, Barros, Soares, Duarte, Melo ??
    Um domingo nos finais de 73, em que o Porto jogava nas Antas com uma equipa do meio da tabela, armaram um estúdio improvisado, na tenda do Victor Melo, com o Arlindo Sousa, o António Oliveira, Elísio Soares e o Careca que conhecia os jogadores de ambas as equipas de ginjeira, e também muito jeito a imitar os relatadores desportivos da época, gravou antecipadamente um sketch imaginário dos primeiros dez ou doze minutos do jogo num pequeno gravador do Elísio Soares, tão perfeito com toda aquele acervo de linguagem do futebolês,  que a gravação parecia real.
    .
    Algures em 1973 - Faustino Costa, Castro, Pinto, Gaspar, Rego Correia, Caetano, Melo e Antº Oliveira
    No lado oposto, á sombra do frondoso alpendre das transmissões, coberto do enleio de maracujás, estava instalado o arraial habitual, onde normalmente a maioria da tribo do Nengo, acampava nas tardes de domingo a ouvir os relatos do futebol, o pessoal ia aquecendo o ambiente, enquanto o Medeiros sintonizava a Emissora do Nengo, disfarçando a marosca, o Pereirinha e o Careca, trouxeram de mansinho o Hippy já com o jogo a começar, de peito feito e uma enorme fé no Cubilhas, com sete ou oito minutos jogados, o Peruano falha um penalty, depois começou o descalabro, 3 golos de rajada em cinco minutos na baliza do Porto, arruínaram a alegria do “Brabosa das Neves”, que só descobriu a pantominice que lhe armaram, quando perdemos o som do relato e começamos a ouvir o run..run…run da cassete, o Hippy percebendo o logro, despertou incrédulo e furibundo do seu pesadelo, disparou de raiva naquele seu jeito brejeiro, carago, vão f.d.r outro..!!
    (Com informação do Victor Melo um dos participantes activos nesta história.) 
    Adeus até ao meu regresso

    sexta-feira, 29 de Março de 2013

    Feliz e Santa Páscoa

     Nesta Quadra Festiva, não quero deixar passar a oportunidade de apresentar ao nosso "Blogmaster", aos restantes colaboradores, a todos os elementos da CArt 3514 "Panteras Negras" e seus familiares, assim como a todos os visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem, os melhores desejos de uma Santa e Feliz Páscoa, com muita saúde, amor, paz e alegria. Para todos, em geral, vai um abraço de camaradagem e amizade do amigo e camarada,
    Botelho.

    segunda-feira, 18 de Março de 2013

    A Caminho das Terras do Fim do Mundo (7)

    Depois das "estórias rocambolescas" passadas durante a estadia, do 4º Grupo no Lufuta, chegou a hora da primeira mudança de destacamentos; saiu-nos na rifa ir parar ao Lutembo. Não perdemos com a troca. No Lutembo, onde o 3º Grupo tinha estado sedeado desde a nossa chegada ao Leste, existia "uma espécie de instalações" onde já era possível dormir "debaixo de telha" e deixar os "bungalows" em descanso.  Ali, ao contrário do isolamento do Lufuta, havia um bom núcleo de população nativa, um posto de administrador e um pequeno comércio onde se podia beber uma CUCA fresca ou um Whisky com gelo quando à noite  o administrador nos convidava para jogar o King. Passados estes quarenta anos é o que retenho do lugar. 
    .
    Com o Costa e Silva na minha primeira viagem(prospeção!) ao Lutembo
    A estadia, como já referi, foi de curta duração e ainda bem, porque no aspeto operacional a nossa missão não era nada invejável. Tínhamos por missão abastecer um grupo de Katangas que se encontrava entre o Luvuei e o Lutembo, aí pela latitude de um lugar tenebroso: - Lumai. Era um lugar isolado perto do rio que lhe dava e ainda dá o nome e que como já referi num dos meus posts anteriores era o sítio onde, se fosse possível balizar a zona do Inferno, da Guerra e da sua filha primogénita, a Morte, essas barreiras teriam de ficar entre o Luvuei e o Lutembo. E isto porque foi nessa zona que uma Companhia de Comandos, teve o seu maior número de baixas, foi nessa zona que, numa operação de lançamento de Comandos helitransportados, o heli canhão, pilotado por um capitão foi abatido, tendo o mesmo, segundo julgo, perecido no acidente. Foi também nessa zona que, ao longo dos vinte e sete meses que estivemos para Sul, se verificaram os maiores "berbicachos" provocados pelo IN, como dizíamos naquela época. Ora para além disto, acrescia o facto de naquela altura, vá lá saber-se o porquê, só tínhamos uma única viatura o velho "burrinho do mato” - o UNIMOG. Agora imaginem ou recordem o que era fazer-se cerca de trinta e cinco a quarenta quilómetros para cada lado naquela picada esburacada, cujos trilhos eram bem vincados no chão, pelos rodados das BERLIETS e das outras viaturas pesadas civis dos MVLs, que semanalmente faziam Luso/Gago Coutinho, hoje, Luena/Lumbala N'Guimbo e vice-versa. Valia-nos que alguém se lembrou de montar as jantes do Unimog ao contrário o que provocou maior distancia entre rodados e o burrinho do mato já quase que acertava no trilho marcado na picada. Felizmente, que nada nos aconteceu.
    Nenhuma mina nem nenhuma emboscada. Hoje chego a pensar que aquela gente (o IN) até achava que tínhamos boa cara e que éramos boas pessoas. Caso contrário, se tivéssemos tido o azar de pisar uma mina anticarro ou sofrêssemos alguma emboscada, numa viatura daquelas e com oito homens em cima, hoje de certeza que teríamos gravado o nosso nome no monumento dos mortos em combate. Partíamos pelas 06.00 horas e apesar de algum frio que naquelas manhãs se fazia sentir, dado estarmos a entrar na época do cacimbo, eu pessoalmente, quando chegava ao objetivo - o Lumai ou ao Lutembo - no regresso vinha sempre a transpirar. Seria medo? Até acredito porque não queria ser herói; mas também nunca fui nenhum covarde. Embora, em minha modesta opinião, o medo provoque mais calafrios que calor. A quarenta anos de distância e sem ressentimentos, que aqui não têm lugar, não posso deixar de dizer que comandar homens não é a mesma coisa que manusear títeres. Tenho hoje a certeza de que o que me fazia transpirar não era o medo mas a revolta que sentia na alma e que obrigatoriamente, nos anos setenta, numa sociedade castrense, era obrigado a calar. Durante o tempo que durava a viagem de ida e volta a pergunta que me bailava na cabeça era uma só: Que mal fez este grupo de homens para merecer esta sorte? De que crime são acusados? Terá consciência quem nos obriga a expor-nos e arriscar-nos tanto, ou mesmo tudo, e dá-nos por contrapartida tão pouco? Era esta forma de sentir a minha sina e a dos militares que comigo partilhavam o perigo, que me faziam transpirar até que chegava com eles a porto seguro. Bem, perdoem-me a lengalenga que já vai muito longa e os pensamentos transversais mas que, no dia de hoje recordei e aqui os deixo reproduzidos. Fiz bem? Fiz mal? Deixo ao vosso critério o julgamento...
    Prometo que, da próxima vez, tratarei de coisas mais ligeiras e com humor.Em especial, a todos os editores do Blogue, a todos os camaradas que fizeram parte do 4º grupo, a toda a CART3514 e, em geral, a toda a família “Panteras Negras”, um grande abraço.

    terça-feira, 12 de Março de 2013

    O dia a dia nos destacamentos

    Os destacamentos em que a companhia foi dividida, originou a necessidade de criar um mínimo de condições para a sobrevivência no terreno. As acções de protecção só eram possíveis, a partir de um acampamento na imediação da frente de trabalho, onde o pessoal dispusesse de um conjunto de apoios que lhes permitisse desempenhar a sua missão. Montar ou deslocar acampamentos na mata, foi tarefa que nos habituámos e que realizamos muitas vezes em simultâneo com a actividade operacional.
    . 
    Picada do Nengo 1972 - António Pinto, Carvalho, e Melo
    A companhia utilizou dois tipos de estruturas, o bidonville que construímos na Colina do Rio Nengo, sede do comando da Cart, e os destacamentos temporários, onde as condições eram muito precárias, acomodados em tendas cónicas, durante quase toda a campanha, excepto no inicio da desmatação, na picada entre o Mussuma e o Nengo, em que dormimos algumas vezes debaixo da bulldozer para nos protegermos do frio e dos medos da noite e depois numa segunda fase começamos a montar as tendas, mas dormíamos em colchões no chão, a mobilidade dos acampamentos, dependia da progressão da D8 que aumentava ou diminuía em função da topologia do terreno e da densidade da vegetação na mata, mas depois da terraplanagem passar o Nengo a situação por motivos de segurança estabilizou, o pelotão voltou a reagrupar utilizando novamente a cozinha de campanha, um enfermeiro, uma viatura, transmissões e o pessoal que complementavam a orgânica do acampamento.
    .
    Luanguinga 1972 - João Medeiros e Elisio Soares 
    No mato não havia folga para a preguiça, mas sobrava ainda tempo para algumas actividades de lazer, os jogos de cartas eram os mais populares, os açorianos e continentais jogavam à sueca, os cabo verdianos gostavam muito da bisca de três, as damas e o póquer de dados também entretinham, estranho era ver um tabuleiro de xadrez na mata, que muitos não conheciam, jogado entre o Rodrigues e o Arlindo de Sousa que o praticavam amiúde ao final da tarde, a despertarem a curiosidade primeiro, e a entranhar o bichinho depois em alguns, que começaram a compreender o bê-á-bá da saída dos peões e da restante movimentação das peças, cavalos, bispos, torres e realeza.
    .
    Leste 1973 - Caetano e António Oliveira numa de xadrêz
    A segurança, a alimentação, a saúde e a higiene eram os factores que primávamos com mais apego, à noite a vigilância do acampamento ficava à guarda duma secção, que em turnos de duas horas, iniciava “o quarto de sentinela” às 20 horas e terminava às 6 da manhã, quando a cozinha, começava a preparar o pequeno almoço, depois uns iam para a picada, fazer protecção, alguns encarregavam-se da lenha, da água e na ajuda à cozinha, outros na coluna de Berliett, à sede da companhia para reabastecimento, e ao final da tarde não dispensávamos um mergulho, quando o rio estava à mão, ou na falta de melhor, um duche a balde no destacamento.
    .
    Leste 1973 - Caetano, Arlindo, Oliveira e a cafeteira da do banho 
    Hora do tacho algures em 1973 - Gonçalves, Parreira, Parreirinha, Eduardo Gonçalves, Cardoso da Silva, Matos e Eliseu
    Ao serão não enjeitavamos uma saída à caça de vez enquanto, quase toda a gente gostava de acompanhar, tornou-se um hábito de tal forma, que tivemos de fazer uma escala, nenhum  queria ficar para trás,  raramente apagavamos o pitromax "candeeiro" antes da meia noite, havia sempre alguém que queria por o correio em ordem e a leitura em dia, quando a disposição reinava ou a necessidade impunha. Foi assim durante vinte sete meses, num total de oitocentos e tal dias..!!
    Adeus até ao meu regresso