o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Notícias de Lumbala Nguimbo

De LJM, Maio 2015
Caríssimos amigos da CART 3514, volto outra vez neste vosso blog para conviver convosco um passado recente, cheios de acontecimentos frescos que dá todo o paladar e todo o desenrolar da história colonial nesta Vila antes e depois da vossa retirada. A Vila de Gago  Coutinho Lumbala -Nguimbo na era colonial era constituído por 14 bairros: Chinhundo, Cerâmica, Nkalavanda, Mueliula, Samacaca, Mwe-Miuango, Nhacacunde, Mwe-Macai, Mwelionde, Nhachipango, Wachiya, Caxito e o bairro de Musseque. De momento a sede Municipal tem os seguintes bairros que descriminamos: Chinhundo, Cerâmica, Nkalavanda, Miuango, Nhacacunde, Macai, Ngola Yetu, Nhachipango, Caxito, Mwe-Mbandu e Catchana. No bairro Caxito vivia elementos da etnia Umbundu provenientes da províncias do planalto central nomeadamente, Huambo e Bié, eram grandes agricultores que nos anos 1946, provavelmente cruzaram o leste à procura de uma nova vida para sobreviver, iam para mineiros nas minas de ouro na África do Sul e outros iam  na Rodhésia do Norte  (Zâmbia) nas fazendas de tabacos e outros nos cereais e ao voltar não conseguiram atingir a área de origem por razões óbvias, a opressão colonial e as áreas de origem havia muitas bitacaias e portaram viver aqui na vila de Gago Coutinho.
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Ponte actual sobre o  Rio Luce, entre a antiga vila  G. Coutinho e Ninda
Na baixa do rio Lumbala no bairro Nkalavanda nomeadamente, havia um canal de rega, este irrigava a cintura verde onde havia pomares, onde se podia ver tipo de plantas como as laranjeiras, tangerineiras, limoeiros, goiabeiras mamoeiros e outro tipo de frutas. No decorrer deste conflito a cintura verde já não existe, tudo anda estragado a maioria dos cultivadores já são falecidos. Para os novos residentes não acreditam que esta área tinha frutas de qualidades. Conto-lhe um episódio que tenha me acontecido na idade de 5 anos, uma vez, por ter ouvido a fama de sopa, num dia desse eu acompanhei o meu irmão para o quartel onde se encontra a tropa Portuguesa, esperando a hora do almoço, infelizmente acontece um grupo dos rapazes, vulgo (Kasopeiros) numa tradução mecânica (amantes de sopa) envolveram numa confusão logo o Oficial Dia que estava de serviço tira a sua arma de fogo ameaça o grupo dos rapazes, isto para mim foi uma chega, tive que voltar para casa a correria, esta foi a primeira vez e a última entrar  no quartel com esta definida missão de comer sopa. 
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Ponte actual sobre o  Rio Luati, entre a antiga vila  G. Coutinho e Ninda
 No quartel havia alguns familiares que trabalhavam ai cito alguns nomes como por exemplo, o Sr. Miguel Montanha, Joaquim Cahiata e outros na FAP, o Sr. Manuel Livingui na cozinha, Gabriel Chissenda, Chipango, Kayeye, Kuenhe, Afonso Cahiata e outros distribuídos em vários Departamentos. Uma vez assisti um show acrobático ou o lançamento de tropa paraquedista, nascia o dia cheio de expectativas a todos os munícipes daquela era, os hélios sobrevoam e riscam o céu azul não demorou naquela tarde os paraquedas foram lançado a equipa onde se encontrava os militares destemidos daquela especialidade vinham alguns acertaram, cair no alvo ou na placa e pelo infortúnio de outros vieram cair no posto de abastecimento de água para o quartel isto é na ponte Lumbala. 
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Aldeia Caliangu l junto ao Rio Luati, entre a antiga vila  G. Coutinho e Ninda
Havia momentos de festa e distracção ou show de palhaços, o ritual de circuncisão o que se chama na língua local (mukanda) onde a batucada iniciava desde das primeiras horas do dia até ao pôr-do-sol, gente de semblante recheada de alegria, e me recordo havia momento em que a tropa portuguesa por curiosidade envolvia ou assistia esta palhaçada. Havia um dia, em que um soldado português pela curiosidade queria saber ou desvendar o segredo da tradição, na peça em referência o tropa imobilizou o Liquisi (Palhaço) para se identificar para tirar a mascara que estava coberto isto criou uma maka, o referido tropa apanhou uma chuvada de surra.  Epa, é tudo por hoje, muito agradecido por fazer parte deste blog, por poder compartilhar histórias e passagens de África com os meus amigos Portugueses, nomeadamente pela a dedicação a este local do leste de Angola e pelas memórias dum passado que nunca vão esquecer.
Vosso amigo -  L.J.M

quinta-feira, 11 de junho de 2015

4º Pelotão da Cart3514

No último encontro em Tomar o Luís Ferreira da Silva presenteou a rapaziada com uma foto do 4º Pelotão, que eu, há muito tempo, procurava nos álbuns de cada um. Mas agora quero aqui deixar um desafio ao pessoal, para tentarem identificar toda a gente na imagem, pois alguns estão bem diferentes, dos seus vinte anos.
1- Maurício Ribeiro, 2- José Maria Machado, 3- Gouveia Dias, 4- Luís Ferreira da Silva, 5- Furtado, 6- Trindade, 7- Manuel Soares, 8- Dimas, 9- Honorato Gomes, 10- Caeiro Santana, 11- Eduardo Barros, 12- Manuel Ângelo, 13- Joaquim Patrício Oliveira, 14- Teotónio Santos Guímaro, 15- Manuel Santos Roque, 16- José Pereira, 17- Albertino Grilo, 18- Fontes, 19- Quirino Gomes,  20- Manuel Jesus Pina, 21- Brandão, 22- Fernando Oliveira, 23- Augusto Silva. (Contagem da esquerda para a direita e de baixo para cima)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Convívio Tomar 2015

A Cart3514 realizou este ano o seu convívio  neste município situado á beira do Nabão, antiga sede da Ordem dos Templários, Tomar é uma cidade de grande encanto, pela sua riqueza artística e cultural, cujo expoente máximo assenta no Convento de Cristo, uma das mais importantes obras do Renascimento em Portugal.
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1-Parreirinha, Nunes, Pereirinha, M.A.Oliveira, Carvalho, Milo, Júlio Norte. 2- Maurício Ribeiro, Raúl Sousa, Ferreira Silva, Barros, Fogeiro, Lourenço Carmo, Águas, Paulo Ribeiro, Barata das Neves, Carrusca, Beja, Berinjel, Dias Monteiro. 3- Parreira, Borges, Dinis, Melo, Pinto, Arlindo Sousa, Ruivo, Pires, Dr. Rui Santos, Pereira Rego, António Oliveira, César Correia, Serafim Gonçalves, Gaspar, Costa e Silva, Hélder, Gonçalves Ribeiro, Marques. 4- António Duarte, Venâncio do Carmo e Porfírio Gonçalves
Qualquer que seja o motivo da vinda a este burgo, uma visita ao castelo templário para contemplar a obra monumental do Convento de Cristo, apreciar a charola, admirar o castro construído no século XII, que há época era o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, entrar no convento, descobrir preciosidades, como as representações no portal renascentista, a simbologia da Janela Manuelina da Sala do Capítulo, os pormenores de arquitectura do claustro principal e as dependências ligadas aos rituais templários, desfrutar num agradável passeio, a Mata Nacional dos Sete Montes, o rio Nabão, o mouchão, os jardins adjacentes, a tarambola, as pérgulas, as pontes e as ruelas é sempre um privilégio.
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Fomos recebidos pelo casal César Correia, nesta bonita região em plena festa dos Templários, o ponto de encontro estava marcado para o largo da estação, onde iniciamos uma visita guiada em mini-bus num périplo pelos locais mais emblemáticos da urbe, finalizando com uma visita ao Museu dos Fósforos. No mesmo local outro grupo de ex-combatentes, fazia o ponto de encontro, quando soubemos serem antigos camaradas da CCS do BCAV 3862, "Cavalo Branco" ao qual estávamos adidos, em Gago Coutinho, mundo é pequeno como se ousa dizer.
Estiveram presentes 41 camaradas num total de 86 convivas, duas estreias, Arlindo Machado Sousa, natural dos Açores, que veio da Califórnia nos EUA e também o  António Santos Borges, nascido em Cabo Verde, mas a viver actualmente em Lisboa, foram desta vez as estrelas da companhia.
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Em cima Carvalho, Lourenço do Carmo, Victor  Melo, Arlindo Sousa, e António Oliveira. Em baixo, António Pinto, Domingos Gaspar e António Santos Borges, todos antigos militares do 1ºGrupo
Ao final da manhã partimos para a Quinta da Gracinda, para o já tradicional golpe de mão, à nossa espera, um buffet de salgadinhos, rissóis, croquetes, presunto, queijos e grelhados degustados com uns belos brancos e verdes, seguiu-se  um excelente almoço na acolhedora sala de jantar do complexo com musica ao vivo, depois, doces, cafés, digestivos em bar aberto, as memórias e as histórias fizeram da tarde um momento de agrado, a finalizar, o bolo o champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado.
PS.. Ao  César Correia e à Natália os louvores pela organização perfeita do evento, parabéns.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Noticias de Lumbala Nguimbo

Do nosso Amigo LJM, correspondente na antiga vila do leste de Angola. Tenho a lhe informar a matéria que o Senhor procurou do estado do Cemitério da ex-Vila de Gago Coutinho. O cemitério municipal de Lumbala-Nguimbo passou por várias situações desoladoras. Depois da independência foi usado pelos munícipes até em 1982, data da tomada do Município pelas tropas da UNITA, o local ficou desértico, foi usado pelas forças militares do Savimbe para esconderem as suas baterias antiaérea. Em 1992, aquando da implementação dos acordos da Paz de Bicesse o lugar teve algum momento de uso, mas não por muito tempo, devido ao seu estado de degradação, as autoridades locais arranjaram outra opção para enterrar os mortos fora do cerco, enquanto duraram as hostilidades, mas foi abandonado definitivamente a partir de 1998. Depois da chegada da paz definitiva em 2002, não se voltou a usar mais o cemitério, excepto em 2012, ano do enterro, dentro do cerco, do Príncipe do Rei dos Mbundas, mas a área continua desolada com falta de limpeza e conservação, apesar de agora ser  lugar de sepultamento, sómente dos elementos que fazem parte da corte real, estão ai sepultados os restos mortais do Regedor Nkalavanda e do Soba Catchana do famoso ex-bairro dos Musseque do tempo colonial.
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Estado do Cemitério dos Bundas em 2015
Quando aos restos mortais dos  Militares Portugueses tombado durante a guerra colonial, eles jazem ai em melhores condições. Se uma vez as autoridades Portuguesas ou os familiares dos falecidos pensar vir exumar, seus Heróis, será fácil o reconhecimento pois as campas continuam identificadas. É tudo que eu tinha a reportar sobre o estado do antigo talhão militar do cemitério e das campas com os restos mortais dos ex-combatentes portugueses,  envio esta imagem do estado  do cemitério dos Bundas. O Sr. Caioia, quero informar que já é falecido, morreu na África do Sul o ano passado pertencia ao Batalhão Búfalo, só tem família aqui nos Bundas. Depois vamos conversar, darei um muzimbu detalhado. Recebam aquele abraço do amigo que associa as vossas saudades, esperamos que o próximo evento de confraternização de mês de Maio de todo pessoal da CART  tenha sucesso.
Muito obrigado.
Atenciosamente
L.J.M

terça-feira, 19 de maio de 2015

Faleceu Carlos Alberto Martins Diogo


Faleceu Carlos Alberto Martins Diogo no dia 07 de Abril, ex. Furriel Miliciano Vago Mestre da Cart, 65 anos de idade, nascido em 1950, natural e residente na cidade de Tomar. Soubemos ontem da partida de mais este amigo de muitas jornadas, que eu muito prezava pelo seu carácter e amizade iniciada em Évora onde o conhecí, recordo aqui com saudade, as muitas viagens de fim de semana no seu velhinho carocha a caminho de casa, autenticas aventuras, naquela estrada sinuosa de Coruche para Almeirim, onde sempre fazíamos uma paragem obrigatória, na ida e na volta. Em nome de todos os camaradas "Panteras Negras", queremos associar-nos e deixar uma palavra de carinho aos Filhos, Esposa e restantes Familiares, expressar  a nossa tristeza e solidariedade, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos  reafirmar mais uma vez, que o Carlos Alberto Martins Diogo e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 17 de março de 2015

30 Maio 2015 - Convívio

Amigos e companheiros é com muito prazer que estou preparando o nosso convívio no próximo mês de Maio em Tomar, para o qual estão já todos "mobilizados", estou a ultimar o envio do convite  e solicito que não se esqueçam de responder com a vossa presença ao encontro anual, de acordo  com a vossa disponibilidade na companhia da família e amigos. 
Boa viagem
Abraço
César Correia

quinta-feira, 5 de março de 2015

A Malta vai Ressuscitando...!!


O António Borges em 1973 em Angola  e em  2015 na cidade de Lisboa
António Santos Borges, antigo militar do 1º Pelotão da nossa companhia, natural da Ilha de Santiago em Cabo Verde, acaba de dar à costa. Falei esta noite com o meu antigo companheiro de grupo, que me ajudou bastantes vezes a tratar da minha roupa e das minhas coisas. Continua com o mesmo sotaque, alguma gaguez, já de então, oh sr. carvalho estou surpreendido, já hoje falei com o sr. César Correia, há muito tempo que eu queria contactar os meus companheiros do Gago Coutinho, o nosso "Alferes" Rodrigues tenho muita saudade, os furriel Sousa do Açores, o nosso Capitão, quero muito poder ir em Tomar no almoço, visitar os pessoal todo, todo não, muitos já morreram...!! Mas quem efetivamente deu o contato do Borges foi esta tarde o João António Fontes,  da Ilha do Fogo, em conversa com o César Correia, por causa do convívio em Tomar, vamos ficar aguardar se conseguimos levar este antigo veterano da 3514 ao nosso encontro de 2015. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Convivio Tomar 2015

O 10º convívio da CART.3514 - Realiza-se este ano na bonita cidade de Tomar no dia 30 de Maio, evento a cargo do nosso camarada César Pereira Correia e da sua Esposa que gentilmente acederam na sua organização.
O Ponto de encontro será  no largo da estação da CP em  Tomar, onde iniciaremos, comodamente sentados no mini - comboio, um programa de visitas aos recantos paisagísticos da cidade assim como museus e monumentos emblemáticos dos templários. Depois na periferia do burgo a Quinta da Gracinda espera por nós para o habitual golpe de mão, convívio e boa disposição. Brevemente será anunciado e enviado via CTT com mapa das vias de acesso, ementa e preçários de forma a que cada qual possa organizar antecipadamente a sua viagem e estadia.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 3 de janeiro de 2015

Mininos do nosso tempo

Estórias dum sobrevivente, no outro lado da trincheira,
Alguns dos meus velhos comentadores, que se debruçaram sobre os acontecimentos, da era colonial sobre a guerra, a vida e as formas, afirmaram positivamente os momentos solene em que eles se encontrava. Sob o mando do Administrador, "mais conhecido na era pelo Camuco" os cipaios tinham um papel preponderante na captura dos rapazes que faltava nas aulas, para ir comer a sopa nos tropa, uma vez capturados eram levados para a Administração e os Encarregados da Educação eram punidos severamente e levado na margem do rio Ninda, onde eram castigados durante uma hebdómada, com trabalho numa lavra de arroz. E por outro recorda-me que havia a separação das cozinhas, isto é no quartel, uma para os oficiais onde o cozinheiro - mor era o Sr. Mendes e não esquecendo do Sargento de nome Ana Dias. Falando um pouco do comércio, havia as lojas dos Comerciantes Europeus como a do Sr. Almeida, de nacionalidade portuguesa mas residente na África do Sul, junto com a esposa Dona Alzira  mais conhecida por (Nhamundengo) que já dominava a língua Luchazi, antes de falecer em Portugal, veio visitar a Vila de Lumbala-Nguimbo, no ano passado onde cresceu e viveu, tinha três filhos o Fernando, Neco e Jorge. Havia outros, o Fontes mais conhecido por (Sakurileno) tinha a sua esposa Maneca professora e a filha dele a "Minguta" o Sr. Pinto Martins (Chilengenha),  Sr. Simões, Sr. Armindo, Sr. Afonso, havia o restaurante do Sr. Castro onde havia entretenimento de matraquilhos e não só, e não deixo de mencionar o Bar e a serração de madeira do Cassunha. O Padre Agostinho e a irmã Maura da Igreja Católica e os professores da época o Sr. Barnabé, Cândido, Emília Canhanga e outros. Não esquecendo do famoso assassino da PIDE  de nome Martins,  mais conhecido por Sr. Samiasso com o seu adjunto Tavares tinham a missão de reprimir o povo, queimava barbaramente e fuzilava na margem do rio Ninda e Mussuma pessoas inocentes. Luta de libertação encontrava-se  fortemente instalada na Zâmbia, nomeadamente no Sikongo no Campo de Mixaxe, com bases perto da fronteira, me recordo dos aviões bombardeiro T6, da avioneta DO do Nordatlas,  mais conhecido por barriga de ginguba, e dos Hélios, quando partiam em  missões para os destacamentos dos guerrilheiros que se encontrava no rio Bombue no destacamento do Chicote, Luai, Mukola, Luiu, Lucalai, Luati, Nhengo, Catoio, Canhangue  e  outros,  por outro assistíamos os voos a levar provisão aos soldados que se encontrava no Chiúme. O acidente do hélio quando voltava duma missão, embater no eucalipto na aldeia do Mupiako, a escassos metros do Regedor Nkalavanda. Acompanhávamos a construção das estradas Lumbala-Sessa-Cangamba-Luchazes e das pistas de aviação, e as famosas Empresas de construção, JAEA e TECNIL e o  Samuwapa. A reconstrução das vias deixada no tempo colonial para Ninda e a continuação para o Chiúme já é uma realidade naquelas paragens. Havia os ditos GE-Grupos Especiais e FLECHAS que constituíam um corpo de tropas auxiliares, fundado pela PIDE, viviam ao lado do quartel e na margem do  rio Lumbala respectivamente, ajudava no âmbito da informação e como pisteiros mas depressa as suas características fizeram deles temíveis combatentes, actuando sempre com grande eficiência, eram tropas de intervenção temíveis, muito conhecedores do terreno e óptimos pisteiros. Na Vila havia a tropa Catangueses, os antigos GENDARMES do Zaire oriundos da província do Catanga que falavam francês, até a minha avó veio a casar com um homem desses no momento da independência de Angola, veio a parar na área do Camissombo  na  Lunda. A vida era boa na altura, o gosto pelo desporto nos domingos  começou a surgir no decurso de competições entre as equipa militar, GEs e grupos dos FLECHAS  que se rivalizavam entre si na modalidade de futebol, sendo de salientar  a vinda do FC do Luso do famoso craque Chico Gordo, Séninho e Pimentel, e o Diogo e o Careca da equipa militar local foram as estrelas da época na Vila do Gago Coutinho. E não deixando de salientar a modalidade de FUTSAL,  no ringue da escola, tudo isso coloria os cor do fim de semana na vila dos  Gago  Coutinho. Numa das vezes havia a demonstração das Forças especiais de pára-quedistas e noutra vez  assistimos a um festival aéreo com acrobacias  de aviões Portugueses e dos Africander, numa cerimonia que não consigo detalhar por razões de falta de fontes credíveis.
Este teus blog, tem sido um exercício mental salutar! Hoje, já consigo conversar com gentes, quase com a nitidez de outros tempos. Porque valeu apenas  partilharmos e revisitamos o passado com os amigos Portugueses que viveram aqui na antiga Vila do Gago Coutinho, actualmente Lumbala-Nguimbo. E não só partilhar este, mas também partilhar algumas fotos do então Vila, e cujas referências podem ser encontradas em anexos. Antes de terminar, quero lhe agradecer mais uma vez a todos quantos consigo têm colaborado enviando-me fotos,  postais da minha Vila onde vim a nascer.
Aquele abração
 L. J. M.
PS: este mail foi recebido na nossa caixa de correio , remetido da antiga Vila Gago Coutinho por um Amigo que no nosso tempo tinha apenas cinco anos de idade, e que hoje através das novas tecnologias  chegou até nós com estas palavras de ocasião, fazendo nos recordar vivências e momentos lá passados, contacto que iremos preservar e explorar com muito empenho.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Presépio com imaginação

De Cesar Correia
Presépio 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MAIS UM NATAL…

Primeiramente o Natal e depois o Ano Novo reacendem em nós uma esperança que parece esquecida diante da correria da vida. É como se víssemos nas festas de final do ano um brilho capaz de nos ofuscar as dificuldades e que consegue, sem muito esforço, tocar nossos corações, trazendo alegria de estarmos novamente ao lado de pessoas que admiramos e gostamos. Este ano, e tendo em conta que tenho em casa uma criança, de pouco menos de um ano, cuja diversão principal é atirar TUDO ao chão, e que além de tudo o mais faz de mim um avô babado, dei por mim a pensar nos natais da minha meninice. Isto é o sinal de que já não sou assim tão novo. Já passaram por mim muito mais de seis décadas de natais cheios de vida, de tristezas e de alegrias, enfim, repletos de todos os condimentos de uma existência bem vivida. Bem, mas é melhor “travar às quatro rodas”, a ideia deste apontamento, não era falar da minha vivência, mas deixar evidente que no meio deste turbilhão de sentimentos, recordações e saudades, também estão bem presentes todos os meus “velhos” Camaradas da CART 3514 – Panteras Negras. Aproveito por isso para lhes desejar, bem como aos seus familiares, um NATAL FELIZ e um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Desejar um Feliz Natal é almejar que todos estejamos reunidos no mesmo dia e à mesma hora, imbuídos do mesmo princípio com paz, amor e saúde a festejarmos a festa da FAMÍLIA.
Para Vós um forte abraço do camarada e amigo, Manuel Monteiro

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Drama na Ilha do Fogo

Entrevista com David Gomes Monteiro, ex-Militar da Cart 3514
O vulcão da Ilha do Fogo em Cabo Verde entrou novamente em erupção, tragédia que não nos deixa indiferentes, pelos prejuízos causados ás populações que habitam a cratera e também, a alguns antigos companheiros "panteras negras" da Cart3514, que lá continuaram a viver como o David Monteiro, que por mero acaso, vi numa entrevista á SIC no telejornal das 15 horas.
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Cabo Verde - Ilha do Fogo
"Agência Lusa"
Por seu lado, David Gomes Monteiro, presidente da Cooperativa de Chã das Caldeiras, onde se produz o popular vinho do Fogo, também se mostrou aliviado com a acalmia nas erupções vulcânicas, salientando que, mesmo depois da crise de quinta-feira à noite, em que as sete bocas eruptivas se unificaram, a lava não atingiu Portela."Estivemos muito aflitos nos primeiros dias. E ontem (quinta-feira) também. Mas hoje estamos contentes porque a lava não atingiu Portela", referiu à Lusa o homem mais conhecido por "Neves", declarando-se satisfeito por, para já, nada ter sido perdido - parte da produção de 2013 e a totalidade da deste ano, num total de 200 mil litros.
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O presidente da Agrocoop, a Cooperativa de Viticultores de Chã das Caldeiras, que conta com 102 produtores e emprega quase toda a comunidade local, mostrou-se optimista, mesmo depois de admitir que o prejuízo mais grave está ligado à perda de parte das vinhas e à agricultura de subsistência nas zonas mais baixas do planalto."(Quinta-feira) foi um dia complicado, mas conseguiram resolver o problema do acesso (rodoviário, com a terceira estrada de terra, depois de as duas primeiras terem sido absorvidas pela lava) e quase todos conseguiram levar as suas coisas para outras localidades da ilha", afirmou David Monteiro. "Muitos dos que ainda ficaram (cerca de 40, a guardar os pertences na encosta da Bordeira, que marca os limites da grande cratera de Chã das Caldeiras) dizem que as coisas estão a melhorar e que o vulcão já abrandou", sustentou "Neves", admitindo, todavia, que a situação está ainda longe de ser ultrapassada. 
Entrevista em Sicnoticias  http://videos.sapo.pt/A8Ro1okOQ1WgNnZok0aB

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ponte do Rio Luati - 2014

Não reconheci o Rio Luati nestas fotos, está muito diferente, a mata bordejava a chana em toda a sua extensão, o regresso das populações às suas zonas de origem, alteraram profundamente a paisagem que conhecemos na época, o arranque de arvores para combustível e construção dos novos kimbos e palhotas, a necessidade de novos terrenos de cultura na envolvente dos rios, empurraram a mata encosta acima.
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Ponte do Luati
O  Rio Luati foi e será sempre, um lugar de memórias na nossa passagem pelo leste de Angola, muitas estórias em redor deste local, onde as comunicações via rádio não funcionavam do pôr ao nascer do sol, e numa noite em Outubro de 73  um velho leão assaltou o destacamento para saborear uma parca refeição, um cachorro  de poucos meses, abocanhado junto às pernas do nosso sentinela.
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Ponte do Rio Luati
Foi também bem perto da ponte, deste local de má reputação, que em Julho de 73 fomos baptizados, ao accionamos uma mina anti-carro com a berliett que provocou 2 feridos ligeiros e a viatura para a sucata, foi também aqui, junto à ponte, que num final de tarde com a luz no ocaso, o pessoal do 3º pelotão viu a menos de duzentos metros um grupo de guerrilheiros, caminhar ao longo da orla da mata em direcção à  Zambia.
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Kimbos do Luati
Em finais de Novembro uma grande emboscada, junto à chana do Mucoio à coluna do Batalhão quando ao pôr do sol regressava do Chiúme com uma companhia de Catangueses provocando dois mortos e vários feridos. Hoje apraz-nos saber, conforme noticias do nosso amigo que é um local de paz onde a vida prossegue livremente ao ritmo de antigamente, apesar do progresso das vias de comunicação.
Adeus até ao meu regresso 

sábado, 9 de agosto de 2014

Historial da Unidade..!!

No convívio Penacova-2014, tive a oportunidade de aceder ao historial da companhia em suporte de papel dactilografado, pelo então secretário adjunto  do nosso CMDT da Cart3514 que periodicamente lhe transcrevia a informação mais relevante sobre a  actividade operacional da companhia em toda zona envolvente, que julgo ser interessante do ponto de  vista documental, apesar de conter algumas lacunas de ordem operacional no tempo e no espaço.
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..É um documento que  retrata de forma singular o passado da companhia durante os mais de dois anos de comissão, abordando as baixas, as evacuações por incapacidade, doença e acidente, a designação substantiva do "nome" das operações que desconhecia,  a actividade cívica, em torno da escola regimental no ensino primário escolar de muitos camaradas, que às letras não tinha tido acesso. Na disciplina uma dezena de punições, que ninguém alguma vez cumpriu, mas também muitos louvores, para os que mais se distinguiram, no aprumo, no respeito, na lealdade e na camaradagem. Para acessar o documento no seu todo, clicar no seguinte  link:
https://sites.google.com/site/luanguinga/historialcart.pdf 

domingo, 27 de julho de 2014

Na velha tradição do leste

S. Martinho do Porto, Camping na baia junto à praia
Ontem depois de jantar estava vendo o telejornal, quando de repente oiço uma voz familiar, o nosso antigo camarada Manuel Cardoso da Silva dando uma entrevista à tvi no Camping da praia em S. Martinho do Porto, na "velha tradição do leste" onde tirocinamos 28 meses, poucos minutos depois o telefone toca, era o Manuel Parreira, perguntando se estava vendo televisão, então porquê...!! Acabei de ver o Silva na TV, é verdade, também eu, está com bom aspecto. Para todos um abraço.   
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S. Martinho do Porto, Camping
Mais informação em reportagem da TVi - minuto 11:04 em - http://www.tvi.iol.pt/programa/jornal-das-8/4295/videos/156659/video/14172418/1

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Jornal Online - PENACOVA ACTUAL

Os "Panteras Negras" vieram a Penacova realizar o seu almoço anual
Em mais uma missão de solidariedade e amizade, fomos a Penacova, na manhã, do passado sábado, dia 17 acompanhar por momentos a Companhia de Artilharia 3514 "os  panteras Negras", que estiveram em missão de soberania no Leste de Angola. A sua primeira missão chegados a Penacova, ao seu coração comunitário - Largo Alberto Leitão - foi homenagear os mortos em combate depositando uma coroa de flores no memorial que se ali se contra, no qual se encontram os seus nomes inscritos.
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Imagem junto ao memorial aos Combatentes de Penacova mortos em combate.
Para ler no jornal Online, o artigo na totalidade, aceder ao seguinte link: www.penacovactual.pt/2014/05/os-panteras-negras-vieram-penacova.html#.U4eovvAU_IUnk:
Adeus até ao meu regresso

sábado, 24 de maio de 2014

Convivio Penacova 2014

Cart.3514 participou no passado fim de semana no 9º convívio em Penacova, sede de concelho, situada na região Centro do País, num local de grande beleza, plantada na margem do rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”),  rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçaco e do Roxo. As origens da povoação remontam ao século IX ou X, provavelmente um baluarte Cristão nas lutas contra os Muçulmanos. Penacova é uma vila rural, rodeada de pequenas aldeias e lugares, quase perdidas no tempo, aninhadas na geografia serrana, que as tem protegido ao longo dos séculos, como é o caso da Portela de Oliveira, Gavinhos, Lorvão, Carvalho, Rebordosa, Sanguinho, Felgar ou Besteira, entre tantas outras. Penacova orgulha-se do seu Património, a Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São João e a de Santo António, o Pelourinho da Vila ou a Quinta da Ribeira, as Capelas da Senhora do Monte Alto e de Nossa Senhora da Guia, são monumentos únicos.
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A paisagem abrangente é a mais valia da região, como o Miradouro no alto da vila, dispondo de uma magnífica vista sobre o Rio Mondego, ou o Penedo do Castro, bem como os miradouros naturais das Serras da Atalhada e da Aveleira, de onde se observam lugares de rara beleza. O Museu Etnográfico de Penacova e os muitos Moinhos na serrania são imagem de marca desta zona, não esquecendo as albufeiras da Barragem da Raiva e da Aguieira, nas faldas da Serra do Buçaco, únicas para actividades de desporto e lazer.
Mais.
Penacova - Mirador da Vila sobre o rio Mondego
Felicitamos a família Serafim Gonçalves, o António a Odete e a Susana, por nos terem proporcionado este encontro irrepreensível, na sua linda região, onde fomos recebidos com a tradicional hospitalidade beirã. Depois do ponto de encontro, marcado na entrada da vila, rumamos ao Monumento aos Combatentes, uma coroa de flores, uma reflexão sobre todos os camaradas, que partiram na frente, um minuto de silêncio em sua memória. Depois abalamos serra acima a caminho do lugar da Portela de Oliveira, em pleno perímetro serrano, para uma visita ao Museu do Moinho Vitorino Nemésio, onde contemplamos o acervo patrimonial dos artefactos, dos diversos tipos de moinhos vento e do modos vida de então.
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Penacova - Moinhos da Atalhada
Finalmente tomámos o caminho do complexo rural, da Quinta da Nora em Miro, inserido no meio ambiente, com uma vista aprazível da envolvente, ladeado por jardim atapetado de relva, à chegada, para acordar o paladar, um buffet de salgadinhos com rissóis, croquetes, presunto, tábua de queijos e enchidos vários, degustados com fresquíssimos brancos da região, após a foto de família, um saboroso almoço, sobressaindo na ementa, o bacalhau, o leitão e a chanfana, secundados dum encorpado tinto regional.
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Penacova - Museu Victorino Nemésio, na Portela da Oliveira
Depois, doces, cafés e digestivos servidos em bar aberto, pela tarde fora, foram companhia de histórias e memórias dum passado longínquo mas sempre presente. Lidas as mensagens escritas e telefónicas dos camaradas que não puderam estar presentes, feitos os discursos de ocasião, repartido o bolo e o champanhe, com o Hino da Cart, a selar um abraço apertado e o até para o ano em Tomar com a organização a cargo do César Correia.
 
Ps. Participaram pela 1ª vez, no encontro cinco camaradas, a quem damos as boas vindas: 1º Cabo, Joaquim Lourenço do Carmo do 1º Gr , 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro, 1º cabo, Serafim da Silveira e Sold/At. José Gomes Barata das Neves do 2º Gr. e também o nosso padeiro António Dias de Freitas, que aqui saudamos.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 20 de abril de 2014

Já lá vão 42 anos

02- 04-1972,  Domingo de Páscoa - Faz hoje 42 anos que embarcamos para Angola estávamos no RAL3 em Évora, na manhã desse domingo fardados a rigor de atacadores brancos nas botas e luvas brancas formados na parada do quartel.
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Depois desfilamos  até à Praça do Giraldo onde nos despedimos da cidade, também era domingo de Páscoa, jamais nos vamos esquecer dessa data, como dizia o nosso camarada Araújo Rodrigues com alguma ironia...!! Quem no dia de Páscoa, deambulei-a por tais caminhos, ou não tem família, ou está zangado com a mulher..!! De facto só gente dessa, nos podia ter despachado para Angola nesse dia...!!
Adeus até ao meu regresso.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aos Camaradas e Amigos, Panteras Negras

A Páscoa, além de ser uma das festas em que as famílias aproveitam para se reunirem e renovarem os votos de paz e de saúde, para nós” Panteras Negras”, será sempre um dia para recordar até que a nossa memória se extinga; foi num dia de Páscoa, há quarenta e dois anos atrás que abalamos, rumo ao desconhecido, deixando para trás pais, esposas e filhos, namoradas e amigos. Mas salvo duas excepções, de saudosa memória, regressamos e estamos cá para contar a história. Nesta época das festas da páscoa, quero aqui deixar dois apontamentos, com os quais de certeza todos vós concordais. Em primeiro lugar, recordar com muita saudade os nossos camaradas que já não estão entre nós, já partiram desapareceram na curva da estrada desta vida. Por fim, desejar a todos vós – PANTERAS NEGRAS - (no qual incluo como não poderia deixar de ser as vossas famílias) uma PÁSCOA MUITO FELIZ, cheia a de saúde, paz e amor. Já agora, faço também, os votos de que nunca vos falte uns trocados, que neste tempo de crise, ajudam muito.
Para todos um abraço e até ao próximo “GOLPE DE MÃO” marcado para Penacova.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Recordações com 40 anos...!!

De César Correia
Tínhamos chegado á pouco tempo a Luanguinga, e todos, desde o Cmdt. da companhia, aos alferes, furriéis, cabos e praças, se prestaram  a colaborar, na organização de algo que ocupasse a mente nos tempos livres, uma solução foi a pratica desportiva e o favorito era o futebol, mas também o voleibol  a sueca e outros jogos de cartas, faziam parte da actividade lúdica. Outros de forma altruísta dedicaram-se  voluntariamente ao ensino das letras e números, na alfabetização de alguns camaradas que as vicissitudes da vida  não lhe  tinham permitido o acesso à escola enquanto jovens. Uma tarde alguém comentou á minha beira, o Furriel Soares vai formar um grupo Coral, se quiseres participar a malta vai juntar-se no refeitório, «um barracão que servia para esse efeito» claro que queria, ainda hoje gosto de cantar!! Mal ou bem?? Não sei!!! Mas gosto, e com 20 anos!!  Cheguei!!! e lembro-me que já estavam a ensaiar o coro, quantos...!! Não sei, cantavam bem... também não me lembro, só recordo dos vozeirões do Botelho, e do Paulo Ribeiro. Nova canção,  e fui convidado pelo Soares a participar no coro, depois das devidas instruções, começámos a exercitar, levantei a voz para fazer frente aqueles vozeirões, queria dar nas vistas, excedi-me!!!
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 O exibicionismo custou-me caro, o Maestro comentou em tom irónico. A cantar alto já cá tenho muitos, vai dar uma volta, mentia se disse-se que na altura não tinha ficado chateado, com vergonha, porque achei que não era motivo para ser despachado assim, mas paciência, o coral  foi um sucesso, eu teria tido  muito orgulho em ter participado. Pouco tempo depois, voluntariei-me para formar a Equipa das Obras, com, o Matos do 3º Gr,  o Vaz do 1ºGr,  e o CHEFE???? Furriel Soares, pensei para mim!!! Já estou "F" tramado,  mas não meus caros aqui a música era outra e os instrumentos também, durante mais ou menos dois anos, trabalhamos, colaboramos, discordamos, mas conversamos sempre dentro dos limites com respeito, o objectivo era comum, trabalhar bem, nas muitas e variadas obras que fizemos para a instalação dos serviços da Companhia, e também para o bem estar de todos os Camaradas , e também na construção da famosa Peixaria em Gago Coutinho em que o Mestre Soares, encarregado de  obra discutia e dava suas opiniões a outros mestres de obras já bem credenciados, a ponto de ser-mos convidados para os acabamentos de outras obras..!!! Éramos camaradas, tornamo-nos amigos, fomos companheiros,  aventureiros a ponto de algumas vezes arriscarmos a própria vida,  colaboramos nas mais diversas decisões e ao fim destes quarenta anos tenho orgulho de continuar  a considera-lo um grande AMIGO, pois nem sempre quem te repreende te quer mal. Um Abraço a todos Os Panteras Negras, que espero abraçar em Penacova, e ao Soares, um abraço especial por me ter dado a oportunidade de hoje estar aqui a recordar esta saudosa "estória" de  Amizade

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Do Jornal "Comarca de Arganil"

De Serafim Gonçalves.
Noticia do jornal Comarca de Arganil, publicitando o evento da nossa companhia a realizar no próximo dia 17 em Penacova.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Louvores e Puxões de Orelhas...!!

"Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973"
O Amigo César Correia continua a surpreender a rapaziada, com estas relíquias documentais com mais de quarenta anos, achadas lá no fundo do seu baú de estimação, esquecido há muito tempo no sótão da sua casa de família em Mosteirinhos. São quatro páginas que fazem parte do nosso passado e da história da companhia, contempladas nos anexos da "Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973" precisamente um ano depois da nossa chegada a África, com muitos louvores e apenas um puxão de orelhas (umas férias no hotel "prisão" do batalhão, para o Álvaro Pina). Os louvados nessa data foram os cabo-verdianos, José Soares da Rosa, Raimundo Mendes Varela, Tomás da Silva, Manuel de Jesus Pina e os continentais, Arlindo António Rodrigues Pais, José Fernando Tavares Ruivo, António Fernando Gabriel Carrusca, José Augusto Amorim dos Santos, José Luís Gonçalves Ribeiro, António Camilo Pinto, Fernando Vicência Carreira, João Artur Carrilho Fogeiro, Augusto José do Carmo Libâneo, David Ramos Vaz, César Pereira Correia, António Manuel Nunes de Matos.


 
Ps: Para aceder aos documentos em tamanho maior, deve fazer um duplo clic com o mouse, sobre a página que quer ler em pormenor.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Manuel J. Oliveira, Homenageado em Tavira

Há dias, deparei  na Web com uma notícia já de há seis meses  atrás  que dizia o seguinte:
“No passado dia 27 de Setembro de 2013 teve lugar em Tavira, no Parque de Exposições, a Cerimonia comemorativa do 365º. Aniversário do Regimento de Infantaria Nº 1”.
Sucede  que, ao lê-la com atenção e porque no tempo que eu parti à descoberta “dos algarves” por lá tendo ficado de uma só assentada cerca de três meses, essa unidade militar chamava-se oficialmente CISMI – Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria, mas que,  na linguagem de caserna,  tinha um significado bem diferente e bem marcante, que como todos os ex-furriéis que por lá passaram sabem queria dizer: - Centenas de Infelizes Sacrificados e Martirizados Inocentemente.
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Bem!... Mas como isto  que acabei de escrever não faz parte da notícia, vamos ao que de facto interessa. Ao ler tal notícia e vendo as fotografias da comemoração do 365º. aniversário do RI 1, numa fila de indivíduos , muito bem alinhados e aprumados, com ar adequado à solenidade do acto, vejo o nosso amigo e antigo camarada de armas Manuel José Oliveira, algarvio dos quatro costados e  residente em Olhão. 
Investigado o assunto verifiquei que, inseridas nas comemorações do RI 1,  em que estiveram presentes os Núcleos da Liga dos Combatentes da região, fora homenageado, entre outros indivíduos, o Manuel José Oliveira, com a Medalha de Campanha da Liga dos Combatentes.
É com imensa alegria, admiração e orgulho que vemos um dos nossos, da Cart3514, da família Panteras Negras,  ser agraciado e homenageado! Aqui deixamos o registo,  mais que merecido, ao nosso camarada e amigo Manuel Oliveira.
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PARABÉNS OLIVEIRA, muita saúde e felicidades pela vida fora!...
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando..!!

José Barata Gomes Neves, Sold. Atirador nº 032560/71, do 2º Pelotão da Cart3514, deu à costa esta semana, através da pesquisa e empenho do Zé Ramalhosa, que através da Junta de Freguesia conseguiu encontrar este camarada nas faldas da Serra da Estrela, na aldeia e freguesia de Unhais-o-Velho, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde constituiu família e reside actualmente. Já falamos com ele, depois da surpresa enorme que sentiu, ao ouvir do outro lado do atlântico o telefonema do Ramalhosa. Fez questão de enviar a todos os camaradas "panteras negras" um abraço, e pediu  que lhe guardem um lugar á mesa no encontro de Penacova.
Adeus até ao meu regresso

O Joaquim Pinheiro já faleceu..!!

  Joaquim Pinheiro, "éPe", faleceu há uns anos num acidente de motorizada na sua zona de residência, nascido em 1950 na freguesia de Mancelos - Amarante. Era 1º Cabo Atirador nº 155242/71 do 2º pelotão da Cart3514, o Zé Ramalhosa andava e anda empenhado em saber da rapaziada do seu grupo, não chegou a tempo, o "éPe", camarada de muitas jornadas, que muito respeitávamos pelo seu carisma, carácter, companheirismo, disponibilidade e muito empenho aquando da sua participação, com o António Soares na acção de alfabetização e escolarização dos camaradas a quem a sorte das letras não tinha sorrido na infância. Chegámos tarde, mas não vamos deixar de expressar  aqui a  nossa tristeza e solidariedade aos familiares, e como sempre reafirmar-mos, o Joaquim Pinheiro e todos os outros camaradas que partiram na frente, serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando...!!

Serafim da Silveira 1º Cabo Atirador, nº mec.  156407/71 do 2º Pelotão da Cart.3514, residente numa freguesia de Amarante, depois de alguns anos de labuta em França, acaba de regressar ao nosso conhecimento, 40 anos após o regresso de Angola. O  seu antigo camada e comandante, José Ramalhosa, á muito que tentava,  saber do seu paradeiro, e também, do Joaquim Pinheiro (Epe) que ao que parece, também está em vias de dar à costa, já sabemos que reside em Mancelos no concelho de Amarante. O José Luís Gonçalves Ribeiro foi  há dias à procura do Silveira e com algumas lembranças da sua naturalidade, conseguiu  encontra-lo em Freixo de Baixo onde reside com a família. Já falamos com ele, está aposentado e este ano em Maio, quer  reencontrar em Penacova os antigos camaradas "panteras negras"  a quem envia um grande abraço.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Convivio Penacova 2014

 O 9º Convívio da CART. 3514 vai realizar-se no Concelho de Penacova no próximo dia 17 de Maio de 2014, a cargo do nosso camarada António Serafim Oliveira Gonçalves que este ano tomou em mãos a sua organização. O ponto de encontro  e o restaurante  onde iremos conviver, será brevemente anunciado e enviado via CTT com mapa das vias de acesso, ementa e hotéis com preçários de forma a que cada qual possa organizar antecipadamente a sua viagem e estadia.
Adeus até ao meu regresso  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Faleceu Albertino Inácio Martins Grilo

Faleceu no passado  mês Dezembro o nosso antigo camarada de armas, Albertino Inácio Martins Grilo, 63 anos nascido em Fevereiro de 1950, natural do Pilado, concelho da Marinha Grande, ex-militar do 4º pelotão. Tomámos conhecimento da partida de mais um amigo de muitas jornadas, que muito prezavamos pelo seu carácter e lealdade. Em nome de todos os nossos camaradas, queremos associar-nos e deixar uma palavra de carinho e expressar  a nossa tristeza e solidariedade aos familiares, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos  reafirmar mais uma vez, que o Albertino Grilo e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 15 de dezembro de 2013

É NATAL…


Não poderei falar de Natal sem fazer uma viagem aos tempos da minha infância em que o Natal era bem simples, sem correrias, sem presentes, sem luzes, sem confusões …
Recordo com muita saudade e  nostalgia,  a minha família reunida ao redor de uma lareira que crepitava chamas de amor que inundava o coração de todos num serão em que os doces e fritos característicos da época  temperavam a festa para delícia de crianças e adultos. A magia do Natal começa e rapidamente termina. Tanta azáfama, tanta preparação e num instante chega ao fim.Mas o  Natal dos dias de  hoje,  ainda vale pela partilha e pela festa em família.
É, por isso, pelo espírito de  partilha  que quero desejar a  todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Para Vós um forte abraço do camarada e amigo,
Manuel Monteiro

sábado, 30 de novembro de 2013

Recordações D´Outrora

De José da Cunha Ramalhosa
Há dias o Ramalhosa falou dos EUA ao telefone, para informar do paradeiro do 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro do 2º Grupo, e também duma relíquia "africana" que encontrou no sótão da casa dos Pais, na última visita a Lanhelas, sua terra natal, que vai subsistindo à mais de quarenta anos, ao rigor do tempo ao caruncho e à corrosão, que não resisti em publicar..!!
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Falamos da imprescindível e célebre mala (arca) construída em madeira e revestida a chapa, que quase todos adquirimos em Gago Coutinho, na loja do Sr. Almeida ou Aníbal, não tenho presente e nos acompanhou de destacamento em destacamento com os nossos haveres do dia a dia ao longo dos dois anos e tal, que malhamos no leste de Angola.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobreviventes do Nosso Tempo

Alguns Mininos também sobreviveram:
Gostei imensamente ao tomar conhecimento de que foste um do sobreviventes da guerra colonial, eu nasci em 1968 na Vila Gago Coutinho, hoje Lumbala-Nguimbo, no bairro Chinhundo, recordas um bairro que estava junto ao quartel ou ao escassos metros da  pista de aterragem, cresci neste bairro só aos 20 anos é que sai quando, andei um pouco.
 
Quando recordo na altura ainda como criança, íamos muitas vezes no quartel, junto do meu mano, agora é falecido, havia muitos rapazitos cambuta á espera de sopa na cozinha dos soldados portugueses, deixando os estudos na escola e esperando a famosa sopa como se chamava no grupo dos "TUSOPEIROS".
 
Há vezes, eu gosto de perguntar o meu  Pai, a vida como era no passado, ele conta o momento em que eles vendiam cera e peixe nos lojas dos Europeus, a construção da Igreja de S. Bonifácio da Missão Católica e os campos de mandioca e outros assuntos interessantes da vida do Município, aqui até este momento há gente velha ou quadros que viveram na era colonial contam cenas maningue.
 
O meu Chefe, ele na altura trabalhou na Administração Colonial e conta como trabalhava com os Administradores de Vila Gago-Coutinho tudo aquilo me dá gosto de ouvir aquelas historias do passado recente Angola.
 
Me recordam, os helicóptero quando iam nos caça abatiam os palancas e outros animais, voltavam amarrados nos pata, numas das vezes aterravam na baixa do rio Lumbala,  deixavam os carne nas suas namoradas, dá riso e alegria quando estamos juntos, os meus velhos a recapitular ou a tirar a radiografia da vida ou tempo colonial.
 
Não ficas cansado de reportar e mandar sites, onde é possível encontrar algum material da Museologia do Município, um mapa politico administrativo da era colonial por exemplo, como se chamava as aldeias ou sanzalas na era colonial, porque os bairros actuais alguns nomes sofreram alteração devido o tempo.
Aquele abração
17 de Novembro de 2013
L. J. M.
PS: este mail foi recebido na nossa caixa de correio a semana passada, remetido da antiga Vila Gago Coutinho por um rapazinho que no nosso tempo tinha apenas cinco anos de idade, e que hoje através das novas tecnologias  chegou até nós com estas palavras de ocasião, fazendo nos recordar alguns dos bons momentos que também lá passamos, contacto que iremos preservar e explorar com muito empenho.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando...!!

José Luís Gonçalves Ribeiro - 1º Cabo Ap.de Met. nº 156768/71 do 2º pelotão.
Há dias falei com o Ramalhosa pelo telefone para New Jersey nos EUA, por causa do nosso próximo convívio 2014 que se vai realizar em Penacova no distrito de Coimbra, e do outro lado do Atlântico chegaram noticias sobre este nosso antigo camarada de armas, conhecido e tratado carinhosamente no seio da companhia por “Reguila”, alcunha que ainda hoje recorda, mas não sabe quem o apadrinhou, reside no concelho de S. Tirso, desde longa data. Já falei com ele ao telefone, lamenta muito não ter tido conhecimento há mais tempo dos nossos convívios mas promete não faltar ao próximo em Penacova, aproveitou também para enviar um abraço a todo o pessoal.
Adeus até ao meu regresso 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pequeno Apontamento

Já passaram uns dias sobre  o convívio dos Panteras Negras, desta feita, em Lagoa no Algarve, daí já haver tempo suficiente para refletirmos sobre a festa e sobre a "Família Panteras Negras".Claro que o Reino dos Algarves, fica lá longe e daí uma das razões prováveis para que este ano o grupo tivesse sido mais pequeno; cerca de 30 elementos. Mas embora menos fizemos uma grande festa em  que, como já disse o António Carvalho no post anterior, a fasquia esteve  alta sendo por isso difícil conseguir-se melhor.  Não posso deixar de louvar os organizadores, mas seria um erro grosseiro não deixar aqui um abraço especial ao Augusto Pires pela hospitalidade com que nos recebeu, pela disponibilidade que sempre teve para nos acompanhar em todos os passos que alguns de nós demos em Lagoa. Ele orientou por telefone todos os que foram chegando na sexta feira ao final da tarde, indicando o melhor trajeto para Lagoa, indo ao nosso encontro, conduzindo-nos ao alojamento que, em devido tempo e por seu intermédio, tinha sido reservado no Aparthotel Solférias. Esperou que nos instalássemos e voltou a ser o nosso guia até ao  Auditório Municipal de Lagoa onde no Sábado iria ser  o ponto de encontro de todo o pessoal. Só faltou pegar-nos na mão para atravessarmos a rua sem nos perdermos. Além de tudo o mais que por nós fizeste, amigo Augusto Pires,  um muitíssimo OBRIGADO e um forte abraço. É sempre com alegria e até alguma comoção, porque não dizê-lo, que em cada convívio, a cada ano, abraçamos os Amigos, antigos camaradas, com quem partilhamos aqueles duros vinte e sete meses. Renovamos a promessa de, para o ano , voltarmo-nos a abraçar. Depois, infelizmente algumas dessas promessas ficam por cumprir. Com muita mágoa e pesar verificamos que alguns já não estão presentes por já terem partido primeiro e desaparecido na curva da estrada da vida terrena como já algures, neste mesmo blogue, o afirmei.
Mas mudando de agulhas, não posso também deixar em claro uma situação estranha neste tipo de convívios. A ausência continuada do  nosso Comandante de Companhia. Em todos os blogues que sigo sobre a temática de antigos combatentes de Angola, da Guiné e de Moçambique, nas suas festas anuais, é raro o evento em que o Cmdt de Companhia não está presente e durante ou no final da festa fala àqueles que foram os seus militares e às suas famílias. Eu, em minha modesta opinião, acho de bom tom, fica muito bem e é assim como que a cereja que remata a decoração de um bolo de aniversário. E durante os nossos convívios, nas nossas conversas, verifico que há já muita gente a partilhar da minha opinião.Espero que o nosso Comandante de Companhia, não esteja aborrecido com nenhum dos elementos da CArt.  Ninguém está isento de erros. Mas se os houve, já ocorreram há quarenta anos atrás, já estão esquecidos. E se algum houve que não foi esquecido, então caros camaradas, quem por esse motivo não está presente, não quer ou não sabe celebrar a AMIZADE e não faz falta nos nossos convívios.Depois desta reflexão que já vai longa, afirmo uma vez mais que os nossos convívios servem única e exclusivamente para celebrar a AMIZADE entre nós PANTERAS NEGRAS e as nossas famílias que se acostumaram  a acompanhar-nos e a vivê-la com o mesmo entusiasmo que nós a vivemos.
Para todos os Panteras Negras e suas famílias, votos de uma ótima saúde e um grande abraço.

domingo, 29 de setembro de 2013

Convívio, Lagoa - Algarve 2013

A Cart 3514 participou no passado fim de semana, no 8º encontro convívio no Município de Lagoa, região com vestígios arqueológicos e marcas históricas de sucessivas épocas, presente em cada monumento, em cada cenário, desde o Arade  ao barrocal. A estadia foi no aparthotel Solférias, rodeado de falésias douradas e deslumbrantes vistas, ao longo do mais belo trecho da orla costeira algarvia, com recortes caprichosos, que guardam praias de areia fina, desde Nª. Senhora da Rocha ao Ferragudo, de Albandeira a Benagil, do Carvoeiro ao Pintadinho, não olvidando a praia da Marinha, qual delas a mais bela e recatada, clima ideal para uns dias de férias, com sol ameno e a temperatura da água a rondar os 25º uma pequena maravilha.
Convívio Lagoa 2013 - Foto de Família  
O encontro começou a meio da manhã junto ao Auditório Municipal, com cerca de três dezenas de “panteras negras” na companhia de familiares e amigos, onde iniciamos o roteiro com a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes de Lagoa em memória de todos camaradas falecidos, de seguida, uma visita guiada ao museu no Convento de S. José com arte sacra, onde o espólio do ultimo governador de Macau, Gen. Rocha Vieira sobressai pelo seu esplendor e valor histórico.Cerca do meio-dia rumamos ao restaurante, situado num local de grande beleza, enquadrado pelo verde dos “greens do Pestana Golf Resorts” em Vale da Pinta, onde nos serviram à chegada um refrescante cocktail, acompanhado de um vasto sortido de salgadinhos, abriram-se as portas ao som do nosso hino… uma surpresa da organização que aplaudimos, depois um almoço gourmet, que se prolongou tarde adentro com música, bailarico, fado e muita animação, dissertações acaloradas sobre histórias e memórias, em fim de festa, o tradicional bolo com champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado e o adeus até para o ano, se Deus quiser.
Este ano o convívio esteve a cargo do Emílio Pires do Hélder e do Águas, decorreu de forma impecável, posso afirmar, podemos fazer igual, melhor não será tarefa fácil, quero por tudo isto deixar aqui expresso um grande elogio à organização, em especial ao Pires à Esposa e ao filho Bruno, pela disponibilidade, hospitalidade e simpatia e também pelo excelente churrasco no domingo, obrigado camaradas do Algarve.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 28 de setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lourenço do Carmo - 1º Cabo Ap. Morteiros nº 099265/71 do 1º Pelotão. Há muito que o tentávamos localizar, sabíamos que trabalhava como carpinteiro de cenários, e o Victor Melo chegou a ver o nome do Carmo como técnico de cenários a correr algumas vezes no final das peças, passadas em televisão. No passado dia 16 a caminho do Algarve, fiz uma pequena paragem ocasional na vila de Ourique, sentados no jardim meia dúzia de alentejanos conversavam animadamente quando os interpelei, procurando saber se conheciam este antigo camarada nascido no concelho, algo desconfiados com a abordagem, apresentei-me disse para onde ia e acrescentei mais alguma informação, que um seu irmão mais velho julgo que o Jacinto era na época carpinteiro de cenários numa empresa de teatro em Lisboa, eh pá, diz um, essa gente são conhecidos pelos "alcunha", outro,  aqui pelos apelidos ninguém o conhece, outro, então pois o Joaquim trabalhava lá em Lisboa para o L´Féria, outro, há ai quem diga que tem casa ali para o Garvão, outro, ouvi dizer que foi operado há tempos, logo outro lembrou que trabalhava com um irmão na câmara, perguntei se sabia o nº de telemóvel, não, mas tome lá o meu e daqui a três semanas telefone-me que ele está de baixa por acidente, conferi o nº ligando o telemóvel , batia certo, agradeci a informação do sr. Ernesto, despedi-me dos compadres e abalei a caminho dos Algarves. Dias depois recebo uma mensagem "SMS" sou o Joaquim  Lourenço do Carmo com um nº de telefone adjacente. Já falei com ele está reformado tem de facto casa no Baixo Alentejo mas mora em Lisboa, prometeu estar presente no próximo convívio, e deixou também um abraço a todos os camaradas de armas que com ele privaram em África.
Adeus até ao meu regresso